O presidente Barack Obama anunciou na última terça-feira um plano para melhorar as condições de segurança na fronteira com o México, desta forma Obama impedir a aplicação da lei contra imigrantes ilegais, aprovada no Arizona. Para além do envio de 1,2 mil soldados para fronteira com o México, o plano incluiu um pacote de ajuda de US$ 500 milhões.
No dia 29 de Julho, dia em que entra em vigor no Estado do Arizona a lei SB-1070, cerca de 250 sindicalistas, líderes religiosos e comunitários, vão viajar de Los Angeles para o Arizona sem documentos. Desta forma pretendem desafiar a polémica lei aprovada no final de Maio, que autoriza a polícia do Arizona a exigir que as pessoas que lhe parecerem suspeitas façam prova do seu estatuto de residência, e, inclusive, a prender durante seis meses, e punir com uma multa de 2500 dólares um imigrante que se encontre em situação irregular.
Segundo María Elena Durazo, representante da Central Sindical do Condado de Los Angeles, que representa mais de 800.000 trabalhadores: "Diremos (aos polícias): prendam-nos por sermos “marrons” ou negros. Prendam-nos por sermos suspeitos. Prendam-nos por não termos documentos. Prendam-nos por acreditarmos que os Estados Unidos é um lugar decente e justo para viver".