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Roteiro pela Justiça Climática arranca este sábado

Iniciativa do Bloco vai percorrer todo o país nos próximos meses para denunciar crimes ambientais e apresentar propostas para combater a crise climática. Primeira etapa é em Lisboa.
Mural de Nuno Saraiva no Martim Moniz.

“O Bloco de Esquerda toma esta iniciativa porque a crise climática é o pano de fundo de todos os nossos problemas e, portanto, por muito focadas que estejam as pessoas nas questões da guerra, nas questões da inflação, estas não podem ser vistas fora do contexto geral em que ocorrem que é o de uma crise climática, que põe em causa a sustentabilidade do planeta e a própria vida na terra tal como nós a conhecemos”, afirmou o dirigente bloquista Jorge Costa à agência Lusa.

O Roteiro pela Justiça Climática arranca este sábado de manhã com uma marcha do Mercado do Lumiar até à Assembleia unicipal de Lisboa, com um piquenique no jardim que contará com música a cargo de Catarina Branco e Luís Severo e intervenções das vereadoras Beatriz Gomes Dias e Carla Castelo, a independente eleita pela coligação Evoluir Oeiras, além de Catarina Martins e ativistas da greve climática e da Marcha Azul que se realiza no dia 29 junto à Cimeira do Oceano da ONU, no Parque das Nações, em Lisboa. Na parte da tarde, a iniciativa prossegue com uma "bicicletada anti-Moedas" para assinalar a vitória do recuo na intenção do presidnete da Câmara de Lisboa de remover um dos sentidos da ciclovia da Almirante Reis.O ponto de chegada será no Martim Moniz, junto ao mural pintado esta quinta-feira por Nuno Saraiva.

"Durante a marcha levantaremos questões relacionadas com estes temas, à medida que passamos por locais que podem ter um significado ou instituições que podem ter uma responsabilidade e vamos levantando estes tópicos ao longo do caminho. Aproveitamos a marcha para o contacto com a população”, acrescentou Jorge Costa.

Neste roteiro, o Bloco pretende mobilizar não só o partido "mas também organizações, intervenientes e atores sociais que têm um papel na denúncia destes problemas e na proposta para a sua resolução”, dado que considera as alterações climáticas “a maior ameaça no imediato e no longo prazo”.

Roteiro segue para o Minho no fim de semana seguinte

No fim de semana seguinte, o Roteiro instala-se em Viana do Castelo. Na sexta-feira, dia 1, há concerto na Praça da Erva - “Não há planeta B”, com atuações de O Puto e Youth Yard -, e no dia seguinte mostra de Cinema pelo Clima, entre o final de tarde e a noite de sábado. Pelo meio, em Braga, o tema dos transportes urbanos no quadrilátero urbano Braga-Guimarães-Barcelos-Famalicão será o ponto forte da intervenção.

A marcha parte de Braga para a praia fluvial de São Pedro de Merelim, com almoço e debate sobre estratégias para cidades sem carros e com transportes públicos gratuitos. Estará presente uma delegação do Bloco Nacionalista Galego, partido que governa o município de Pontevedra. A cidade é um exemplo internacional por ter retirado com sucesso o trânsito de automóveis do centro urbano e desenvolvido inovadores sistemas de mobilidade sustentável.

“Em 24 de julho, o roteiro voltará e seguirá para a Zambujeira do Mar para contactar com trabalhadores imigrantes e para levantar a questão da água, das estufas, da agricultura intensiva”, acrescentou Jorge Costa. A passagem pela Margem Sul do Tejo, distrito do Porto, Algarve e Interior está agendada para setembro e outubro.

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