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“Rosas de Maio” em cena no Porto

Estreia hoje, no Teatro Rivoli, no Porto, a peça “Rosas de Maio”, de Luísa Sequeira, a partir da obra “Novas Cartas Portuguesas” de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa. Fica em cena até domingo, dia 13. 
“Rosas de Maio” em cena no Porto. Fotografia: José Caldeira/TMP
“Rosas de Maio” em cena no Porto. Fotografia: José Caldeira/TMP

A obra “Novas Cartas Portuguesas”, escrita por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa em 1972 encontra-se na génese do espetáculo “Rosas de Maio”, de Luísa Sequeira.

Trata-se de “uma criação rizomática” que parte “desta obra seminal para tecer dramaturgicamente um conjunto de novos desdobramentos, criando um espetáculo híbrido e polissémico, um lugar de possibilidades de articular tempos e fragmentos que oscila entre o documental e a performance” refere-se no site que apresenta este espetáculo.

"‘Rosas de Maio’ é uma peça constelação que coloca em movimento através do cinema expandido a própria materialidade do arquivo, cruzando e resgatando palavras e ações de mulheres que ao longo da história tiveram os seus discursos censurados, rasgados e apagados pelo regime opressivo e patriarcal".

A conceção, elaboração de texto e direção deste espetáculo ficaram a cargo de Luísa Sequeira. A interpretação é da própria e de Carolina Rocha e Mia Tomé. A interpretação em Língua Gestual Portuguesa é assegurada por Cláudia Braga.

“Rosas de Maio” estreia hoje, às 19h30, no Teatro Rivoli, no Porto. Está em cena no sábado no mesmo horário e domingo às 17h00.

Luísa Sequeira é artista investigadora, realizadora e curadora de cinema. É especializada em realização de documentários pela Faculdade de Letras da Universidade de Letras do Porto e doutorada em Arte dos Media pela Universidade Lusófona do Porto. Nos últimos anos o foco do seu trabalho tem sido a reconstrução poética das narrativas femininas na história da arte e do cinema, que foram invisibilizadas pelo poder patriarcal.

Desde 2010, é diretora artística do festival de curtas-metragens Shortcutz Porto e é programadora do Super 9 Mobile Film Fest, o primeiro festival português dedicado a filmes realizados com mobile.

Entre outros trabalhos, realizou com Luísa Marinho e em colaboração com a Ana Luísa Amaral, “O que Podem as Palavras”, um documentário sobre As Novas Cartas Portuguesas, vencedor do prémio do público no Doclisboa 2022.

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