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Rodoviária de Lisboa e Transportes Sul Tejo avançam para lay-off

As transportadoras justificam a sua decisão com o resultado da quebra na procura pelas restrições sociais impostas pelo Estado de Emergência, mas manterão serviços mínimos.
Autocarro da Rodoviária de Lisboa na Gare do Oriente. Fotografia por Mike Steele/Flickr

Como resultado do surto epidémicos e das medidas de restrição resultantes do Estado de Emergência decretado inicialmente a 18 de março, tanto a TST como a RL sofreram fortes reduções de passageiros, tendo isso uma implicação direta na quebra abruta nas receitas provenientes da venda de passes e bilhetes. Estas quebras levaram a reduções nos horários e a lay-off simplificado de várias empresas de transportes, sendo duas delas a TST e a RL.

Dada a obrigatoriedade de viajar com título válido e a suspensão de venda de bilhetes a bordo como medida preventiva para a disseminação do Covid-19, a RL tinha apelado aos passageiros a compra do passe do mês de abril. “A compra do passe mensal representa, nesta fase, um importante contributo de todos os clientes para que a empresa possa continuar a prestar os seus serviços e cumprir com as obrigações assumidas com os trabalhadores e fornecedores”, diz a Lusa em nota da empresa.

Com esta quebra de receitas, a RL (que opera nos concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira) decidiu avançar para o regime de lay-off com a redução do horário de trabalho de todos os seus funcionários, “com o objetivo de assegurar a manutenção dos postes de trabalho de todos os colaboradores, garantido que a empresa manterá um conjunto de “serviços mínimos de mobilidade”, ajustando a oferta de carreiras "à procura que existe atualmente”, refere em comunicado citado pela Lusa. De modo a cumprir as diretrizes de distanciamento social recomendadas pela DGS, a RL optou por colocar as viaturas articuladas em circulação, com maior número de lugares sentados.

Por sua vez, a TST decidiu suspender as viagens entre a Margem Sul e Lisboa, mantendo apenas as ligações aos terminais fluviais e ferroviários. Com esta medida, o grupo Arriva (que opera através da Arriva Transportes nos concelhos de Guimarães, Fafe, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Braga, Barcelos, Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim e Porto, e com a TST nos concelhos de Almada, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Palmela, Barreiro, Moita, Montijo, Alcochete e Lisboa) reduz em cerca de 340 o seu número de trabalhadores e reduz o horário a outros 140. Em nota da Lusa, a diretora comercial da empresa Rita Lourenço informou que o Grupo Arriva ia colocar em lay-off 68% dos seus 1.500 colaboradores em Portugal. “Todas as empresas da Arriva Portugal entrarão amanhã [quinta-feira, dia 9 de abril] no regime de lay-off simplificado, medida que impactará nos serviços que diariamente disponibilizamos”.

Estes não são os únicos casos de lay-off em transportadores como resultado da crise pandémica. No dia 1 de abril, o Grupo Rodoviária do Tejo, que integra as empresas Rodoviária do Tejo, Rodoviária do Lis e Rodoviária do Oeste e que opera nos distritos de Leiria e Santarém, já havia anunciado também o lay-off parcial que afetou todos os seus 750 colaboradores, decidindo também manter serviços mínimos.

De acordo com a Lusa, algumas operadoras de transporte de passageiros, rodoviários e ferroviários anunciaram reduções na procura entre os 60 e os 90%, comunicou na semana passada a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

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