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Relatório revela 1236 vítimas e 251 abusadores na Igreja católica de Espanha

O jornal El País entregou ao Papa Francisco relatório de 385 páginas sobre 1237 vítimas de abusos praticados por membros da Igreja católica em Espanha. Vaticano abriu inquérito que a Igreja espanhola negou mas nenhuma comunicação às autoridades judiciais civis foi realizada ainda.
Imagem via www.conferenciaepiscopal.es

Foram três anos de investigação sobre os abusos praticados por membros da Igreja católica Espanha, onde o jornal El País recolheu 602 denúncias, envolvendo 251 clérigos e 1237 vítimas. Se a organização religiosa em Espanha recusou sempre abrir qualquer investigação ao problema argumentando que se tratariam de “muito poucas” vítimas, o Papa Francisco reagiu ao relatório ordenando a abertura de um inquérito.

Ao El País, a Congregação para a Doutrina da Fé confirma apenas que, “desde 2001 foram recebidos 220 casos vindos de Espanha”. Em apenas três anos, o jornal recolheu quase o triplo de casos.

Os abusos terão ocorrido entre 1943 e 2018 em diversos institutos e escolas católicas, parte delas sem dependência direta da autoridade de um bispo. O maior número de denúncias corresponde às décadas de 60 e 70 entre antigos alunos dos Maristas ou Jesuítas, mas atingem no tal 31 ordens religiosas em 31 dioceses de Espanha.

O relatório terá sido entregue ao Papa durante a visita episcolpal ao campo de refugiados em Leesbos, na Grécia no início de setembro. Segundo o jornal, Francisco “agiu rápido” e entregou o relatório à Congregação para a Doutrina da Fé, a entidade responsável pela investigação global à pedofilia na Igreja, liderada pelo jesuíta espanhol Luis Ladaria.

O relatório foi igualmente entregue ao presidente da Conferência Episcolpal Espanholla, o cardeal Juan José Omella, arcebispo de Barcelona, que entregou o processo ao tribunal eclesiástico de Barcelona.

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