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Racismo e descolonização em destaque no Festival Internacional de Literatura de Berlim

A delegação portuguesa conta com a presença da poeta Ana Luísa Amaral e do ilustrador André Letria. Este ano a edição é mista, com alguns eventos presenciais e outros online.
Racismo e descolonização dominam o Festival Internacional de Literatura de Berlim

Arrancou esta quarta-feira o Festival Internacional de Literatura de Berlim (ilb), tendo como destaque as temáticas do racismo e descolonização. 

"Na sequência da morte de George Floyd e dos subsequentes relatos por todo o mundo de vítimas da violência policial e do racismo sistémico, apelámos à realização de curtas que levantem a voz contra o racismo", afirmou a organização. Além de maior destaque a livros sobre a temática, o festival irá divulgar ao longo dos vários dias várias das curtas metragens produzidas após o seu apelo.

A comemorar a sua vigésima edição, a poeta Ana Luísa Amaral e o ilustrador André Letria fazem parte da comitiva portuguesa. Os dois autores iriam também marcar presença na edição deste ano da Feira do Livro Leipzig, cancelada devido à pandemia de covid-19.

Ana Luísa Amaral irá apresentar a 12 de setembro o trabalho de Emily Dickinson, “uma das poetas norte-americanas mais importantes do século XIX”. O evento será transmitido online.

No dia seguinte, Ana Luísa Amaral volta a participar nas noites de poesia. Ao seu lado estarão nomes como Homero Aridjis, do México, Forrest Gander, dos Estados Unidos da América, Jacek Dehnel, da Polónia, e Moon Chung-hee, da Coreia do Sul.

“No âmbito do programa de literatura infanto-juvenil, André Letria terá duas sessões de conversa e leitura das suas obras ‘A Guerra’ e ‘Se Eu Fosse um Livro’ – ambas editadas na Alemanha pela Midas Collection. Além disso, as obras estarão no centro de dois 'workshops' que o ilustrador dará a turmas do 5.º e 6.º ano de escolas convidadas”, divulga a agência Lusa a partir de informação cedida pela Embaixada de Portugal na Alemanha.

A pandemia de covid-19 obrigou muitos festivais a alterar os seus eventos e o ilb não foi exceção: nesta edição muitas das iniciativas serão virtuais. 

Segundo informações da organização, “algumas conversas com autores foram pré-gravadas” e vários eventos “serão transmitidos em 'streaming'”.

A abertura do evento está a cargo de Mario Vargas Llosa, vencedor do Prémio Nobel da Literatura em 2010. O autor irá participar também numa conversa com Frank-Walter Steinmeier, presidente da República da Alemanha, sobre a Europa e a América Latina em tempos de pandemia de covid19. 

Do programa fazem parte cerca de 150 convidados de 50 diferentes países, entre eles a escritora polaca Olga Tokarczuk, vencedora do Nobel em 2018 e Daniel Kehlmann, autor do livro “A Medida do Mundo”, escrito em alemão e traduzido para mais de quarenta línguas.

O ilb decorre até 19 de setembro e tem lugar no Silent Green Kulturquartier, em Berlim.

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