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Queer Lisboa 2019 assinala 50 anos de Stonewall

A 23.ª edição do festival, que decorre entre 20 e 28 de setembro em Lisboa, vai assinalar os 50 anos de Stonewall e os 20 da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa.

A 23.ª edição do Queer Lisboa irá celebrar os 50 anos de Stonewall, os 20 da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa e os 40 da secção Panorama do Festival de Berlim. Os dois primeiros casos terão referências em forma de filmes sobre o ativismo e a comunidade queer. Haverá ainda uma seleção de 11 filmes que passaram na categoria de Berlinale, mais dada à experimentação e ao universo queer.

O festival lisboeta, que tem sessões no Cinema São Jorge e na Cinemateca Portuguesa, também conta, este ano, com uma representação maior de pessoas intersexo, transgénero e não binárias.

Entre as novidades anunciadas, está o filme de encerramento do festival, Skate Kitchen. Realizado em 2018 por Crystal Moselle, o filme centra-se numa adolescente de Long Island que descobre um coletivo de raparigas skaters e se junta a ele. A história ficciona a vida real do grupo que dá nome ao filme, contando com as próprias integrantes reais da trupe, além de Jaden Smith.

Em termos de exposições, será dado destaque aos 20 anos da Marcha do Orgulho LBGTI+.

A competição de longas-metragens, que terá como jurados a atriz Isabél Zuaa, a realizadora Teresa Villaverde e o ex-programador do Panorama do Festival de Berlim, Wieland Speck, haverá muita variedade.

And Then We Danced, do sueco Levan Akin, desenrola-se no mundo da dança georgiana, e envolve um jovem dançarino a descobrir a sua sexualidade.

Na ficção científica, em Breve Historia del Planeta Verde, do argentino Santiago Loza, uma jovem trans junta-se aos amigos, após a morte da avó, para devolverem o extraterrestre doente de que ela cuidava à terra donde veio.

Carmen y Lola, da espanhola Arantxa Echevarría, passa-se numa comunidade cigana às portas de Madrid.

Ainda a concurso estará a estreia do brasileiro Armando Praça, com Greta, sobre um enfermeiro de Fortaleza que, para poder encontrar uma cama para a sua melhor amiga transgénero, alberga em casa outro doente.

Outro estreante é Alexandre Moratto, brasileiro, que filmou um miúdo da costa de São Paulo a descobrir-se após a morte da mãe.

Em competição, estarão ainda Hijas del Fuego, um road movie da argentina Albertina Carri sobre um trio de mulheres poliamorosas, e Memories of My Body, o controverso filme do indonésio Garin Nugroho baseado na histórica verídica de um jovem de uma trupe de folclore.

Port Authority, da francesa Danielle Lessovitz, com produção executiva de Martin Scorsese, conta uma história contemporânea de amor trans passada no universo dos ballrooms, bailes drag/trans nova-iorquinos.

No campo dos documentários, estarão filmes como Game Girls, de Alina Skreszewska, que segue um casal lésbico que vive num dos maiores concentrados de sem-abrigo do mundo, e Irving Park, de Panayotis Evangelidis, olhar sobre quatro homens gay que, depois dos 60, vivem juntos em Chicago e exploram relações com dinâmicas de escravo e mestre.

O filme de abertura do festival será Indianara, da francesa Aude Chevalier-Beaumel e do brasileiro Marcelo Barbosa, que estarão em Lisboa para o apresentar. É um documentário centrado em Indianara Siqueira, uma ativista pelos direitos das pessoas transgénero que foi acompanhada pelos realizadores ao longo de dois anos.

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