A Fédération autonome de l’enseignement, que junta nove sindicatos que representam 40% dos professores da região, perto de 66.500, anunciou que chegou a um acordo preliminar com o governo que terminará com a sua greve por tempo indeterminado que durava desde 23 de novembro.
A paralisação tinha fechado cerca de 800 escolas e fica desde já suspensa. A palavra final sobre o acordo será dos membros do sindicato mas a sua direção propõe desde já a aprovação.
Num texto publicado na sua página não se avançam pormenores sobre o acordo, limitando-se a escrever que o “acordo de princípio” alcançado poderá ser conhecido nas assembleias-gerais de cada um dos sindicatos.
Mélanie Hubert, presidente da organização, também é parca nas afirmações, declarando que cabe aos professores “responder ao governo de François Legault e dizer se consideram ter sido ouvidos”. “Ainda assim”, acrescenta-se, a posição oficial é de que “o acordo de princípio contém particularidades que respondem às prioridades de negociação identificadas pelos membros”.
Frente Comum também assina um outro acordo com governo
Ao mesmo tempo também a Frente Comum, um conjunto de quatro sindicatos da Função Pública que representam 420.000 trabalhadores, chegou a acordo com o governo do Quebec. Também iniciado em novembro, o seu processo de luta contava com onze dias de greve desde então.
Tal como os professores, não foram igualmente revelados pormenores sobre o acordo alcançado. Num comunicado em que informam que até à aprovação do acordo de princípio pelos associados de cada um dos sindicatos nenhum dos seus porta-vozes dará entrevistas, recordam apenas que os seus objetivos “baseavam-se em dois princípios fundamentais: proteger os nossos 420 000 trabalhadores contra a inflação e conseguir uma atualização salarial geral para todos os trabalhadores” e que foi isto que os “guiou ao longo de todo este processo negocial para chegarmos a uma proposta de acordo”.
“Trégua mediática” e falta de acordo com trabalhadores da saúde
O único grande sindicato a ficar de fora desta vaga de acordos com o governo do Quebec foi a Fédération interprofessionnelle de la santé du Québec que representa 80.000 enfermeiros e outros profissionais de saúde. Esta anunciou na sexta-feira que não haverá acordo até pelo menos ao dia 1 de janeiro porque sindicato e governo “estão ainda demasiado afastados para se esperar o fim das negociações nos próximos dias”.
Mas, ao mesmo tempo, decretou uma “trégua mediática” que faz com que não vão ser realizadas quaisquer greves até ao próximo dia 15 de janeiro e com que tenha aceitado a proposta do mediador de “não discutir nos meios de comunicação social tradicionais as negociações”.