O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte denunciou que quatro trabalhadoras da limpeza do Hotel Premium de Chaves foram impedidas de trabalhar.
Este serviço estava concessionado à empresa Hiper Clean – Sociedade de Limpezas Domésticas, Hoteleiras e Industriais, Lda que empregava seis trabalhadoras. Depois, passou a ser explorado por outra empresa, a Interim Direct – Trabalho Temporário Lda. Esta assumiu o contrato de duas delas, mas não fez o mesmo com as outras quatro.
De acordo com a lei de transmissão de estabelecimento, recorda o sindicato, a nova empresa é obrigada a assumir todos os postos de trabalho, com todos os direitos e regalias, incluindo a antiguidade.
Estas quatro trabalhadoras apresentaram-se ao serviço nos dias 21 e 22 “mas foram impedidas de ocupar os seus postos de trabalho e de exercer as suas funções profissionais”, informa-se em comunicado.
Este sindicato esclarece ainda que “sempre foi contra a contratação externa na hotelaria porque põe em causa a qualidade de serviço e os direitos dos trabalhadores, mas a ganância do lucro dos patrões tem falado mais alto”.
As trabalhadoras, acredita, “estão a ser vítimas do jogo do empurra: a antiga empresa diz que é com a nova; a nova diz que é com a antiga; e os trabalhadores estão sem salários e sem subsídio de desemprego”.
Já foi pedida a intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho e uma reunião ao Ministério do Trabalho com as três empresas.