O Qatar anunciou um acordo de 12 mil milhões de dólares com os Estados Unidos da América para compra de aviões e equipamento militar. Este acordo surge num difícil contexto diplomático onde a maioria dos países do golfo isolaram económica e politicamente o Qatar, com a Turquia a responder reforçando a sua base militar no país para o “defender contra qualquer inimigo externo”.
Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrain cortaram relações diplomáticas bem como ligações aéreas, terrestres ou marítimas para o Qatar, sob acusações de proximidade com o regime iraniano. Também o Iémen, as ilhas Maldivas, o governo líbio de Al-Bayda e o Egito assumiram a mesma posição.
O isolamento do Qatar foi aparentemente sancionado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que, durante a visita à Arábia Saudita em maio, acusou o Qatar de apoio de “alto nível” ao terrorismo, o que foi entendido como um apoio tácito à política de influência agressiva da Arábia Saudita sobre o Qatar.
Segundo declarações do Ministro da Defesa do Qatar, Khalid Al Attiyah, o acordo define “cooperação militar para uma colaboração estratégia mais próxima na luta contra o extremismo violento, promovendo a paz e estabilidade na nossa região.”
Os EUA têm 10 mil tropas destacadas na sua base militar de al-Udeid, no sul de Doha, capital do Qatar.
O Qatar tem desenvolvido esforços junto de vários países para compra de caças militares, nomeadamente França e Reino Unido. Em 2016, comprou 24 caças Dassault Rafale por 7,5 mil milhões de dólares. E em novembro passado foi aprovada pelos EUA a compra de 72 caças F-15QA produzidos pela Boeing, num negócio de 21,1 mil milhões de dólares.