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Protesto contra prospeção de petróleo junta mais de mil pessoas

Ambientalistas protestaram hoje em Lisboa contra a prospeção de petróleo em Aljezur, no Algarve, recordando desastres passados.
Foto de esquerda.net

Foram mais de mil as pessoas que se manifestaram hoje em Lisboa contra a prospeção de petróleo ao largo de Aljezur. Os manifestantes alertam para os perigos de incidentes como aqueles que ocorreram com o Prestige, na Galiza, e no Golfo do México. 

“Neste momento, está em causa a prospeção, mas esse ato já tem impactos muito grandes”, disse à agência Lusa Vasco Reis, um manifestante que levava consigo um cartaz com várias fotos da organização ambientalista Greenpeace onde era retratada uma praia na Galiza coberta de petróleo resultante do derrame do navio Prestige, em 2002, ou labaredas no meio do mar, resultado da plataforma que ardeu no Golfo do México, nos Estados Unidos da América, durante prospeção de petróleo, no ano de 2010. O manifestante acrescentou que a prospeção de petróleo é uma atividade com elevados riscos ambientais no mar e para as espécies marítimas.

A manifestação esteve concentrada na Praça Luís de Camões, partindo posteriormente em direção à Assembleia da República. Entre os cartazes era possível ler frases como “estado de emergência climática”, “fora com o furo”, “nem aqui nem em lugar nenhum” ou “nem o papa quer petróleo em Portugal”.

O protesto de hoje foi organizado por uma plataforma que congrega 32 das principais organizações portuguesas de ambiente e de defesa do património, de âmbito nacional e local, movimentos cívicos, autarcas e partidos políticos.

O protesto teve como objetivo alterar a decisão de prolongar até ao final de 2018 o contrato de prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo do consórcio internacional ENI/Galp em três concessões no oceano Atlântico, que incluem a realização de um furo de prospeção, em águas profundas, a cerca de 46 quilómetros de Aljezur, no Algarve.

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