Protesto contra agricultura intensiva a 1 de junho frente à Assembleia da República

31 de maio 2021 - 13:04

Organizado pelo movimento ‘Juntos pelo Sudoeste’, o protesto marcado para as 15h desta terça-feira vai acompanhar a petição contra a agricultura intensiva no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e costa Vicentina a ser discutida no mesmo dia.

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Os peticionários entendem que a resolução do conselho de ministros que autorizou estas explorações deve ser “revogada” de forma “imediata”.
Os peticionários entendem que a resolução do conselho de ministros que autorizou estas explorações deve ser “revogada” de forma “imediata”.

“O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina não aguenta mais agricultura intensiva”, é o mote da mobilização para o protesto desta terça-feira, dia 1 de junho, pelas 15h frente à Assembleia da República.

A mobilização acompanha a discussão, nesse mesmo dia, da petição n.º 47/XIV, entregue em março de 2020, onde o movimento ‘Juntos pelo Sudoeste’ critica a autorização do “triplo da atual área agrícola coberta por plástico, que se estima rondar os 1.600 ha (11% do Perímetro de Rega do Mira), para um máximo de 4.800 ha (40% do PRM), permitindo a expansão de práticas agrícolas que apostam na utilização intensiva de água para rega, plásticos, fertilizantes e pesticidas sintéticos”.

Na petição, relembram que este regime de agricultura depende de trabalhadores imigrantes que acorrem à região “em condições pouco claras”, para os quais são criadas “cidades de contentores para albergar trabalhadores dentro das explorações agrícolas”, algo que o Bloco já em 2019 tinha denunciado e que se tornou um escândalo público este ano devido à crise pandémica.

Por isso, os peticionários entendem que a resolução do conselho de ministros que autorizou estas explorações (n.º 179/2019) deve ser “revogada” de forma “imediata”, porque dá “uma resposta descarada às exigências e pressões do lobby da indústria agrícola intensiva”.

Na petição, apelam ainda a que “sejam consideradas as recomendações do relatório do Grupo de Trabalho do Mira, constituído em agosto de 2018, para avaliar a compatibilização da atividade agrícola no PRM com a biodiversidade, os recursos hídricos e a gestão do território”.