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Projeto vai avaliar impacto de alterações climáticas no Vale do Côa

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Universidade do Minho juntam-se à Fundação Côa Parque neste estudo. O foco são as principais culturas agrícolas do Vale do Côa.
Vale do Côa. Foto: Wikimedia Commons.
Vale do Côa. Foto: Wikimedia Commons.

Segundo notícia da Lusa, o projeto CoaClimateRisk é coordenado por Hélder Fraga, investigador do Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas da UTAD (CITAB/UTAD), contando com a parceria da Fundação Côa Parque e da Universidade do Minho, entre outras entidades regionais e dois consultores internacionais, oriundos de Itália e do Luxemburgo.

Para o propósito de avaliar os impactos das alterações climáticas nas principais culturas do território em questão, “um conjunto de modelos climáticos regionais de última geração, forçados por cenários de emissão de gases de efeito estufa recém-desenvolvidos, serão usados para desenvolver projeções climáticas de alta qualidade”, indica Hélder Fraga.

Em comunicado, segundo a Lusa, o CITAB explica que “este projeto vai desenvolver/aplicar novas metodologias de modelação de culturas, novas simulações de modelos climáticos de última geração, cenários de emissão e modelos de culturas”.

Será ainda realizado o estudo das medidas de adaptação, que serão simuladas em climas futuros, como a rega, coberto vegetal e seleção de variedades da flora autóctone. Os dados recolhidos pela investigação irão fornecer “uma medida da resposta às mudanças climáticas pela aplicação de medidas de adaptação”.

Os dados irão permitir calcular uma “zonagem bioclimática” das “culturas selecionadas em climas atuais e futuros, com previsão até 2100”, acrescentam. Esta “zonagem revelará não apenas a adequação atual, mas também futura de uma determinada região a uma cultura específica.” O projeto prevê também a análise do impacto económico regional.

No Vale do Côa, as vinhas e os olivais representam cerca de 10% da área total. Registam-se ainda outras culturas importantes, que incluem a castanha e a amêndoa. A agricultura representa a base económica da região, classificada como Património da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), desde 1998.

Nesse sentido, “a informação fornecida por este projeto” é “da maior relevância” para o setor agrícola do Vale do Côa, uma vez que “permitirá desenvolver e promover medidas adequadas para mitigar os riscos das alterações climáticas”, salienta Hélder Fraga, segundo a Lusa.

Notícia publicada no Interior do Avesso.

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