Após uma concentração organizada pela Federação Nacional da Educação (FNE) contra a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades que estava agendada para esta quarta feira, pelas 17h30, no Campo Pequeno, e terminados os discursos do secretário geral desta estrutura sindical, João Dias da Silva, e do secretário geral da UGT, Carlos Silva, cerca de duas centenas de professores dirigiram-se, de forma espontânea, para o Ministério da Educação, na Avenida 5 de outubro.
Durante o percurso, os docentes, que formaram um cordão humano, exigiram a demissão do ministro Nuno Crato e mostraram o seu descontentamento face à prova de avaliação imposta pelo executivo do PSD/CDS-PP.
A PSP pediu reforços e colocou grades de proteção para impedir a ocupação do edifício, como aconteceu na terça feira nos ministérios da Economia, Finanças, Saúde e Ambiente.
FNE apresenta providência cautelar sobre “condições de realização da prova”
Esta quarta feira, o secretário geral da FNE anunciou que a estrutura sindical apresentou “novas providências cautelares em relação a um conjunto de injustiças” que se relacionam com as “condições de realização da prova”.
Como exemplo, João Dias da Silva, referiu, entre outros, o caso dos professores contratados a lecionar na África do Sul, que serão obrigados a vir a Portugal realizar a prova caso queiram ser colocados no próximo ano.
Fenprof apela a professores dos quadros para aderirem à greve de dia 18
"Queremos que os professores dos quadros, que à partida serão convocados para ser vigilantes no dia 18, façam greve. Esta é uma questão da profissão e não têm de ser vigilantes de uma coisa que pode pôr na rua colegas seus", avançou o secretário geral da Fenprof, Mário Nogueira, no final de um plenário com professores contratados, que decorreu durante a tarde em Viseu.
O dirigente voltou a assegurar que a Fenprof fará tudo o que estiver ao seu alcance para travar a prova de avaliação e para lutar contra a intenção do Governo, que "passa por acabar com tudo o que é serviço público".
"Temos de dar cabo desta prova e se conseguirmos dar cabo do Governo, vai tudo no mesmo pacote, que já vai tarde", frisou.
O secretário geral da Fenprof apelou à participação dos professores na ação de protesto marcada para o próximo dia 5 de dezembro.
"Queremos ter todas as bancadas da galeria [do plenário da Assembleia da República] cheias de professores a protestar contra esta prova, no dia em que vai ser discutida. E queremos ver quem são os deputados que estão do lado dos seus colegas e os que estão contra, já que muitos deputados são professores", referiu.