Nesta quinta feira os professores concentraram-se no Rossio em Lisboa e manifestaram-se até à Assembleia da República. Na concentração do Rossio intervieram Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, e Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP, tendo sido ainda aprovada uma moção com as reivindicações para ser entregue na Assembleia da República. Na manifestação participou também o Movimento dos Professores Contratados.
Segundo a agência Lusa, os professores reivindicam na moção a redução do número de alunos por turma, o respeito pela autonomia escolar, a vinculação dos professores contratados e a suspensão da revisão curricular. No documento lê-se que o desemprego e a instabilidade no setor do ensino e investigação têm crescido muito acima da "elevada média nacional", problema que, em setembro, sofrerá "um aumento nunca visto", criando uma situação "socialmente insustentável".
Mário Nogueira apelou a que os docentes não desistam da luta em agosto e Arménio Carlos afirmou: “A vossa presença aqui tem a ver com a defesa dos vossos direitos, mas é muito mais abrangente porque também tem a ver com a defesa dos interesses da escola pública e dos alunos”.
Nesta quarta feira, a Fenprof denunciou que o prazo para a definição dos horários disponíveis termina esta sexta-feira, estima que sejam eliminados cerca de 25 mil horários. A Fenprof prevê ainda que em setembro próximo seja atribuído "horário zero" a mais de sete mil professores. E que a dispensa de professores contratados irá arrastar mais 20 mil para o desemprego.