Um grupo de professores contratados e desempregados foi recebido na manhã desta quinta no Ministério da Educação, na av. Cinco de Outubro em Lisboa, e entregou um teste de avaliação ao ministro Nuno Crato.
Miguel Reis, Belandina Vaz, Elídia Pinheiro, que estão neste momento sem colocação, e Nuno Costa, colocado com contrato precário apesar de dar aulas há 17 anos, foram recebidos pelo Diretor-Geral da Educação, pelo Diretor-geral da Administração Escolar, pela representante do chefe de gabinete do ministro e pelo representante do secretário de Estado do Ensino Básico.
Às reivindicações que levaram, os professores ouviram apenas respostas negativas. Para os representantes do ministério,
– É normal haver turmas de 30 alunos e, no dizer dos responsáveis de Cinco de Outubro “não há estudos científicos que provem o contrário”;
– A prova de ingresso não é novidade e é normal que um professor já de vinte anos de carreira tenha de fazê-la.
Quanto à questão de saber se está a ser cumprida a lei em relação ao ensino particular, tendo em conta a recente reportagem da TVI que mostra como são construídos colégios particulares em regiões onde a oferta das escolas públicas é grande, em flagrante contradição com a legislação, os representantes do governo limitaram-se a dizer que não confirmavam nem desmentiam as informações dadas.
Teste ao ministro Crato
Finalmente, a os professores entregaram o seguinte teste para ser feito pelo próprio ministro, com perguntas como:
1) Qual o número ideal de alunos por turma?
a) 20.
b) 30.
c) Os que couberem dentro da sala.
d) No máximo 40, caso haja pelo menos 10 alunos com necessidades educativas especiais.
Ou:
2) Em que condições deve o Estado financiar os colégios privados?
a) Só quando existam escolas públicas ao lado altamente equipadas e com espaço para mais alunos, para promover a concorrência.
b) Apenas nos casos em que ainda não exista oferta pública disponível na mesma zona geográfica.
c) Quando os donos dos colégios são nossos “amigos”.
d) Sempre.
Veja em anexo o teste completo.