Professores desempregados entram no Palácio das Laranjeiras e exigem ser recebidos

29 de setembro 2011 - 13:21

“Estamos neste momento nas instalações do Ministério da Educação (Palácio das Laranjeiras) e apenas abandonamos o edifício quando o Ministro ou outro responsável político do ministério se dignarem a ouvir as nossas preocupações”, declaram os professores desempregados.

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Foto de Paulete Matos

Em comunicado, os professores acusam: “As irregularidades no concurso de professores devem ser imediatamente corrigidas. Com a ideia peregrina dos contratos mensais, o Ministério impediu os professores que apenas se candidataram a contratos anuais de serem colocados, dado que os horários anuais foram disfarçados de temporários. Enganar as pessoas e brincar com as suas vidas é inaceitável”.

Segundo a agência Lusa, cerca de duas dezenas de professores contratados que ficaram sem colocação concentraram-se no Palácio das Laranjeiras e dizem que só saem depois de serem recebidos pelo ministro ou pelo secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar.

À Lusa alguns professores declararam que foram “ultrapassados por professores até 500 lugares abaixo” e Miguel Reis justificou a exigência de serem recebidos nesta quinta feira: “A reunião tem de ser hoje, porque amanhã já é tarde. A saírem novos resultados da Bolsa de Recrutamento, é na segunda-feira e se querem corrigir alguma coisa tem de ser agora”.

No comunicado os professores exigem:

“1) Que o Ministério da Educação venha reconhecer publicamente o erro cometido, ao não permitir que os horários anuais fossem considerados como tal na aplicação electrónica, impedindo os professores com mais tempo de serviço de obterem colocação.

2) Que o erro seja corrigido a tempo da saída da próxima bolsa de recrutamento, instando as escolas a procederem às alterações necessárias na aplicação electrónica para que os horários anuais deixem de estar disfarçados de temporários.

3) Que aos professores vítimas do erro ministerial - quer permaneçam no desemprego quer venham a obter uma colocação posterior - seja contabilizado o tempo de serviço a partir da data da bolsa de recrutamento em que o erro foi detectado (19 de Setembro).

4) Que seja atribuída uma indemnização compensatória aos professores ultrapassados neste processo que já não venham a ser contratados no presente ano lectivo.

5) Que todos os contratos que correspondam a necessidades das escolas para todo o ano lectivo tenham término a 31 de Agosto.

6) Que sejam garantidas regras transparentes nas candidaturas a Ofertas de Escola, evitando a  cunha e o compadrio.”