Professores de EVT manifestam-se

07 de fevereiro 2011 - 17:24

Docentes concentram-se esta terça às 15h em frente à Assembleia da República para protestar contra a redução de dois docentes para um na disciplina de Educação Visual e Tecnológica.

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Os professores de Educação Visual e Tecnológica manifestam-se esta terça-feira às 15 horas em frente à Assembleia da República, hora em que a ministra Isabel Alçada estará presente na Comissão de Educação da AR.

A manifestação, organizada pela Associação de Professores de EVT, tem o apoio do SPGL e da FENPROF. Os professores protestam contra a redução de dois para um docente na disciplina de Educação Visual e Tecnológica. Além de milhares de professores ficarem sem trabalho, a associação teme efeitos na própria disciplina, por se tratar de uma matéria com uma forte componente prática. "A supressão estimada de aproximadamente sete mil docentes desta área curricular criaria um vazio pessoal e profissional dos professores contratados", sustenta a Associação de Professores de EVT em comunicado.

Para José Alberto Rodrigues, presidente da APEVT, "há uma eliminação de todos os docentes contratados da disciplina, que ficam numa situação angustiante de possível desemprego, além dos cerca de cinco mil professores efectivos que ficarão numa situação de horário zero e sem hipóteses de mobilidade".

José Alberto Rodrigues alerta, por outro lado, para a degradação das condições de trabalho se ficar apenas um professor na sala. "Por vezes, trabalhamos com utensílios e ferramentas que requerem condições muito claras de segurança, e trabalhar com um x-acto ou uma tesoura, numa turma com 28 alunos só com um professor, é muito complexo."

Para a FENPROF, “esta medida anti-pedagógica e irresponsável que o Ministério das Finanças impôs contra tudo e todos, incluindo a posição consensual do Conselho Nacional de Educação, e o Ministério da Educação operacionalizou, destina-se exclusivamente a eliminar horários de trabalho (e os correspondentes postos de trabalho)”.

Sem negociar, “o Governo tomou estas e outras medidas que põem em causa a qualidade da educação e do ensino e criam fortes e gravíssimos constrangimentos à organização pedagógica e ao funcionamento das escolas.” O objectivo do governo, segundo a Federação, “é promover uma brutal redução do número de docentes no sistema, acima de 30.000, estando em preparação o maior despedimento colectivo de sempre em Portugal”.