Presidenciais

“A primeira volta é para dar força a ideias para o país”

12 de janeiro 2026 - 12:16

Na visita a um projeto que junta no Seixal jovens estudantes e ciência, Catarina Martins defendeu que “não podemos ser um país que fica espectador do futuro” e comentou a abertura de Cotrim de Figueiredo para apoiar Ventura na segunda volta.

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Catarina Martins
Catarina Martins com jovens do projeto Seixal Criativo.

Catarina Martins esteve na manhã de segunda-feira no Seixal em visita á Escola de Bits e Átomos, que integra o projeto municipal Seixal Criativo e junta jovens estudantes com a tecnologia mais avançada e os cientistas que a estudam. Para a candidata, este é mais um dos projetos que mostram “que em Portugal há caminho para resolver os problemas que nós temos”.

Questionada pelos jornalistas sobre as declarações de Cotrim de Figueiredo, que não exclui apoiar André Ventura se este passar à segunda volta, Catarina respondeu que essa disponibilidade “diz mais sobre Cotrim do que outra coisa qualquer” e que pela sua parte “votarei sempre contra a indecência e a selvajaria”.

A candidata aproveitou para reforçar o apelo às pessoas para irem votar no domingo de acordo com a sua convicção. “A primeira volta é para dar força a ideias para o país” e como pode cada candidato ajudar a resolver os problemas que o país enfrenta, da saúde à habitação, do salário à escola. “Está tudo em jogo na primeira volta. Não emprestem o vosso voto a quem pode bem trair-vos no dia seguinte”, apelou Catarina.

Regressando ao bom exemplo que veio destacar ao Seixal, a candidata insistiu que “precisamos absolutamente disto em Portugal, porque “não podemos ser um país que fica espectador do futuro, temos de ser um país que seja criador do futuro e do melhor futuro”. Mas para isso é necessária “uma economia que seja qualificada para que estes jovens tenham acesso a emprego com salário digno”, acrescentou.

No final da semana, o Eurostat mostrou que em Portugal o preço das casas subiu quatro vezes mais do que os salários, “o que quer dizer que muitos jovens muito qualificados ficam depois sem o futuro no nosso país”. Catarina quer ser “uma Presidente da República que lute pela qualificação do país para que tenhamos salários dignos e para que as novas gerações queiram cá viver e tenham qualidade de vida”.

“Profissionais de saúde estão a fazer o melhor que podem apesar da sabotagem do Governo”

Questionada pelos jornalistas sobre os limites à contratação de profissionais de saúde agora impostos pelo governo através da Direção Executiva do SNS; Catarina diz que é mais um exemplo da “irresponsabilidade brutal” de um Governo que “primeiro corta e depois pensa”, neste caso não deixando “que quem está no terreno possa tomar as melhores decisões para os seus utentes”.

“Isto não é só incompetência, é um programa deliberado para dar cabo do SNS. Alguém acredita que seja possível gerir uma unidade de saúde sem um orçamento, sem poder decidir que tipo de profissionais é preciso contratar porque estão a faltar? Os administradores hospitalares não fazem milagres”, prosseguiu Catarina, concluindo que “os profissionais de saúde estão a fazer o melhor que podem para proteger a saúde das pessoas apesar da sabotagem do Governo”.

Para a candidata, esta “é mesmo uma questão de regime: precisamos de garantir que o SNS funcione porque é o único que abre a porta a toda a gente em todo o território”.
 

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