Segundo o Expresso, o presidente executivo do banco Santander em Portugal, Pedro Castro e Almeida, manteve em 2021 o seu vencimento fixo de 513 mil euros, enquanto os seus prémios de desempenho dispararam, tanto em dinheiro como em ações, em relação a 2020, superando os valores anteriores à pandemia.
Refere o jornal que Pedro Castro e Almeida terá uma remuneração total relativa a 2021 superior a 1,5 milhões de euros, tendo já recebido um milhão e receberá cerca de 500 mil euros até 2027.
Os membros do Conselho de Administração e da Comissão de Auditoria receberam no seu conjunto, em 2021, 3,228 milhões de euros de remunerações fixas e 3,335 milhões de euros de remunerações variáveis, num total de 6,553 milhões de euros. Estas remunerações também dispararam em relação a 2020, quando a parte fixa foi de 2,989 milhões de euros e a variável de 1,695 num total de 4,684 milhões de euros. Em 2019 estes órgãos tinham recebido 5,953 milhões, sendo a parte fixa de 2,591 milhões e a variável 3,362 milhões.
Recorde-se que o banco Santander em Portugal tem vindo a reduzir trabalhadores drasticamente, tendo cortado 1.400 postos de trabalho entre final de 2020 e julho de 2021. A redução dos postos de trabalhadores passou por processos de fortes ameaças e chantagens aos trabalhadores ao longo de todo este período.
Entretanto, no passado mês de fevereiro, o Santander aprovou a distribuição de 480 milhões de euros aos acionistas, relativos apenas a 2019 (notícia no esquerda.net). E o Santander poderá vir a distribuir mais dividendos relativos a 2020 e 2021.