2021 foi ano de aumento de lucros para a generalidade dos maiores bancos nacionais. No conjunto, as seis maiores instituições bancárias do país tiveram lucros no valor de 1.517,8 milhões de euros o ano passado, o que constitui um aumento significativo face a 2020.
Segundo o Jornal de Notícias, a destoar da tendência de subida esteve apenas o Millennium BCP com menos 24,6% de lucros. Quem mais ganhou foram a Caixa Geral de Depósitos, com resultados líquidos no valor de 583 milhões de euros e o Novo Banco que teve “a maior subida nos ganhos”, ultrapassando prejuízos de 1.329,3 milhões de euros que tinha registado no ano anterior. Os lucros do BPI cresceram 292,4% e o Montepio também deixou de ter resultados negativos, com um lucro de sete milhões de euros.
A tendência de aumento de lucros foi acompanhada pela de fecho de balcões. Neste aspeto, em 2021 o Santander destacou-se, tendo encerrado 79 balcões. O BPI fechou 63, o Novo Banco 48 e o Montepio 37. A Caixa destoa deste caminho, tendo acontecido apenas um encerramento. Nas contas totais, havia no final do ano passado 2.186 balcões bancários em todo o país. Nesse ano encerraram 272 instalações.
O encerramento de balcões é um dos motivos principais apontados para a forte diminuição de trabalhadores no setor. O ano passado, nestes seis bancos, passou a haver menos 2.843 postos de trabalho. O Santander tem o maior número de trabalhadores que saíram, com menos 1.175, seguido pelo BCP, com menos 724 funcionários, pelo Novo Banco, com menos 395 pessoas. O Montepio cortou 205 empregos, a Caixa cortou 200 e o BPI cortou 144. Assim, de 32.084 postos de trabalho no ano anterior, o setor passou a ter 29.241 trabalhadores.