Santander Totta distribui dividendos de 480 milhões de euros aos acionistas

02 de fevereiro 2022 - 19:32

A proposta de dividendos será avançada na assembleia-geral de 28 de fevereiro e diz respeito aos lucros de 2019. O banco poderá ainda distribuir ao longo de 2022 dividendos relativos a 2020 e 2021. No espaço de menos um ano, o Santander cortou 1.400 postos de trabalho.

PARTILHAR
Foto de Paulete Matos.

"O banco vai voltar ao pagamento de dividendos este ano. Não distribuímos dividendos referentes a 2019, 2020 e 2021", anunciou Manuel Preto, administrador financeiro do Santander Totta, em conferência de imprensa.

A primeira proposta de dividendos, no valor de 480 milhões de euros, será feita na assembleia-geral de 28 de fevereiro. De qualquer forma, ao longo deste ano, o banco irá "analisar e ver se existe capacidade e interesse" em distribuir mais dividendos.

Conforme refere a agência Lusa, em 2021, o banco arrecadou lucros de 298,2 milhões de euros, mais 0,9% face a 2020. O produto bancário atingiu 1.318 milhões de euros, mais 2,8% em termos homólogos, tendo a margem financeira caído 7,3% para 731,2 milhões de euros, enquanto as comissões líquidas aumentaram 14,3% para 426,6 milhões de euros.

Entre o final de 2020 e julho de 2021, saíram do banco 493 trabalhadores a que se somam 220 que, nessa altura, já tinham assinado as respetivas rescisões. A estes trabalhadores despedidos acrescem 685 trabalhadores abrangidos pelo novo plano de redução de efetivos, entre os quais um universo de cerca de 140 foi identificado como sendo objeto de despedimento coletivo. Nas últimas semanas, cerca de 90 trabalhadores e trabalhadoras saíram do despedimento coletivo porque decidiram aceitar sair através de uma rescisão por mútuo acordo ou através de suspensão de contrato para posterior passagem à pre-reforma. Ao todo, no espaço de menos de um ano, o Santander cortou 1.400 postos de trabalho.

O Santander Totta é detido na totalidade pelo grupo bancário espanhol Santander, que amealhou no ano passado lucros de 8.124 milhões de euros.

Numa declaração escrita, citada pelo jornal Expresso, o grupo atribui estes resultados à “retoma da atividade”, com um crescimento de 4% nos empréstimos e 6% nos depósitos.

“Os nossos resultados de 2021 demonstram mais uma vez o valor da nossa escala e presença nos mercados desenvolvidos e em desenvolvimento, com lucros atribuíveis 25% superiores aos níveis pré-pandemia em 2019”, lê-se no documento.

A presidente da instituição bancária, Ana Botín, enfatiza que o grupo, em todas as regiões e empresas que lhe pertencem, está a registar um “crescimento sólido e consistente de primeira ordem”, com os EUA e o Reino Unido em destaque e o Brasil e o Chile como os bancos mais rentáveis.