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Presidente catalão junta-se a jejum solidário com presos em greve de fome

Quim Torra participa durante 48 horas no jejum em solidariedade com quatro dos dirigentes independentistas presos, que iniciaram uma greve de fome em protesto contra o bloqueio ao acesso à justiça europeia.
Foto Assembleia Nacional Catalã/Flickr

O jejum solidário vai durar até ao dia 20 de dezembro, com os participantes a revezarem-se até lá. O líder do governo catalão irá passar as noites de domingo e segunda-feira no mosteiro de Montserrat.

Quim Torra afirmou que pretende mostrar a sua “solidariedade, respeito e admiração pela coragem dos companheiros na prisão em greve de fome”.

Para além da sua participação no jejum a título pessoal, o governo catalão decidiu também eliminar a presença de comida em todos os atos oficiais. A primeira consequência será sentida esta segunda-feira na receção às comunidades judaicas catalãs no Palácio da Generalitat, que não contará com a habitual degustação dos sufganiot, um doce tradicional judaico semelhante à bola de Berlim.

Jordi Sánchez e Jordi Turull foram os primeiros a entrar em greve de fome na passada terça-feira, sendo depois seguidos pelos ex-governantes Josep Rull e Joaquin Forn, todos membros do Junts per Catalunya.

Os presos em greve de fome denunciam o bloqueio do Tribunal Constitucional espanhol à apresentação das suas queixas junto dos tribunais internacionais, em particular o Tribunal de Justiça da UE.

“A injustiça que sofremos, a violação dos nossos direitos fundamentais e a arbitrariedade judicial com que somos tratados legitimaram-nos a tomar esta decisão, apesar de termos conhecimento do impacto que pode ter nos nossos organismos”, afirmaram Rull e Forn, citados pelo El Periódico.

O objetivo do protesto não é “pedir nenhum tratamento de favor nem discriminação positiva”, acrescentaram os dois ex-governantes, mas sim tornar “mais visível a discriminação e a violação” dos seus direitos fundamentais, reclamando assim um “julgamento justo”.

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