Prémio Pessoa 2019 para Tiago Rodrigues

13 de dezembro 2019 - 14:38

Atual diretor artístico do Teatro Nacional D. Maria II, Tiago Rodrigues tem 42 anos e um percurso já longo enquanto professor, ator, dramaturgo, encenador e produtor teatral. Esta sexta-feira foi-lhe atribuído o prémio Pessoa, que distingue o trabalho nas áreas da Cultura, Ciência, Artes e Literatura.

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Tiago Rodrigues, diretor do Teatro Nacional D. Maria II, em março de 2018.
Tiago Rodrigues, diretor do Teatro Nacional D. Maria II, em março de 2018. Foto de ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Tiago Rodrigues nasceu na Amadora em 1977. Filho de um jornalista e de uma médica, cresceu nesta cidade e foi nela que se começou a dedicar à cultura. Publicou pela primeira vez um texto no DN Jovem aos 13 anos e foi jornalista do Grande Amadora ao mesmo tempo que estudava na Escola Superior de Teatro e Cinema.

 

Começa por subir aos palcos com os Artistas Unidos e o coletivo SubUrbe. E, aos 21 anos, começa a trabalhar com a companhia belga tg STAN com a qual viaja pelo mundo.

Cronista em vários jornais de referência portugueses, como o Diário de Notícias, Expresso e A Capital, Tiago Rodrigues também levou a sua criatividade aos ecrãs televisivos: através do programa Zapping e como argumentista das Produções Fictícias.

O ensino é outra das áreas em que trabalha: com 26 anos torna-se professor convidado na escola PARTS, em Bruxelas, que se dedica à dança contemporânea, tendo ensinado também na Universidade de Évora, no ESMAE e na Escola Superior de Dança de Lisboa.

A partir de 2003, dedica-se ao Mundo Perfeito, estrutura teatral de que foi diretor artístico, criando mais de trinta peças, até ser nomeado para o mesmo cargo no Teatro Nacional D. Maria II, em dezembro de 2014, um cargo que ainda ocupa.

Para além disto foi dramaturgo para o coreógrafo Rui Horta e argumentista de cinema. Em 2008 venceu o prémio de Melhor Actor Secundário de 2008 da GDA. Na área do cinema e televisão colaborou, por exemplo, com Tiago Guedes e Frederico Serra, João Canijo, Bruno de Almeida e Marco Martins.

Neste momento trabalha com a Royal Shakespeare Company adaptando dois livros de José Saramago, “Ensaio sobre a Cegueira” e “Ensaio sobre a Lucidez”.