Está aqui

Preços dos alimentos aumentaram 28% em 2021

Aproximaram-se dos preços recorde de fevereiro de 2011 e a FAO não espera descidas para 2022. No ano passado, os óleos vegetais aumentaram 66%, o milho 44%, o trigo 31% e o açúcar um pouco mais de 30%, puxando para cima os preços de vários outros alimentos.
Máquina a fazer colheita na cana de açúcar. Austrália, 2020. Foto de  Steven Penton.
Máquina a fazer colheita na cana de açúcar. Austrália, 2020. Foto de Steven Penton.

Segundo divulgou esta quinta-feira a Agência das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, a FAO, ao nível mundial os preços dos alimentos aumentaram, entre 2020 e 2021, 28,1%. Uma subida que os colocou próximos do nível recorde que se registou em fevereiro de 2011.

Abdolreza Abbassian, economista sénior da organização, defende que “há pouco espaço para otimismo acerca de um retorno a condições de mercado mais estáveis” neste ano. Isto deve-se, ao “alto custo dos insumos, à pandemia global em andamento e às condições climáticas cada vez mais incertas”. Com os preços da energia e dos fretes marítimos em alta, não se esperam assim descidas.

Dezembro foi, contudo, exceção num ano de subidas com os preços do setor a descerem ligeiramente, sobretudo devido às quedas dos óleos vegetais e do açúcar que estavam em níveis muito elevados.

Esta queda de 0,9% no índice de preços alimentares, entre novembro e dezembro, ainda assim contrasta claramente com o ano anterior, ficando 23,1% acima deste.

Os preços dos óleos vegetais registaram aumentos de 66% e dos cereais no seu conjunto de 27%, com o do milho a aumentar 44% e o do trigo 31%, puxando para cima os preços de vários outros alimentos. O mesmo acontece com o açúcar que viu aumentar o preço em mais de 30%. Verificaram-se ainda aumentos nos produtos lácteos, de 17%, e nas carnes, de 13%.

Termos relacionados Internacional
(...)