O índice de preços da habitação do Eurostat mostra que, na zona Euro, os preços da habitação caíram 2,1% no último trimestre de 2023, em relação a igual período do ano anterior, altura em que já tinham caído 1,5% face a 2021. Se forem tomados em conta todos os países da União Europeia, a tendência é semelhante mas a queda menos acentuada: de 1% de 2023 para 2022 e de 0,9% no trimestre anterior.
A queda é mais vincada em países como o Reino Unido, a Alemanha e a Suécia mas Portugal integra o movimento contrário. Ou seja, no terceiro trimestre de 2023, os preços das casas aumentaram mais de 7,5% no nosso país. O Público coloca como fatores para este aumento a “subida dos custos de construção, os níveis de oferta incapazes de dar resposta a uma procura crescente e o interesse em Portugal por parte de compradores estrangeiros, com maior poder de compra”. Segundo o mesmo jornal, “o mercado dá alguns sinais de abrandamento” com a taxa de variação a ser inferior à anterior que foi de 8,7%. Isto é, os preços continuam a crescer mas a ritmo menos forte, o que tem vindo a acontecer desde meados de 2022. O país é o quinto onde os preços mais aumentaram no último trimestre de 2023, abaixo apenas da Croácia, Bulgária, Lituânia e Polónia.
A mesma instituição revelou o índice sobre as rendas para habitação na União Europeia e aqui a tendência continua a ser a subida. Medidas em novembro de 2023, registou-se um aumento de perto de 3% face a igual mês do ano anterior. Também aqui Portugal sobressai em relação à média com um aumento superior a 5%.
A queda dos preços das habitações verifica-se em algumas das maiores economias europeias. Na Alemanha, os preços caíram 10,2% no terceiro trimestre de 2023 face a 2022. Neste ano, já tinham caído 3,5%. Em França, a queda mais ligeira, 1,5%. Destaque ainda para o Luxemburgo, país onde a descida foi mais forte: 13,6%.