Num discurso em que citou um excerto do romance "A Ilustre Casa de Ramires", de Eça de Queirós, para descrever o país, Marcelo Rebelo de Sousa despediu-se das mensagens presidenciais de Ano Novo com votos de um 2026 com melhorias em vários setores, "com ideias, soluções e pessoas novas", referindo que "é essa a natureza e a força da democracia".
Na reação ao discurso presidencial, Catarina Martins afirmou partilhar os desejos de Marcelo para que 2026 seja um “ano de paz duradoura e de cumprimento do direito internacional”, mas também “que em Portugal possamos ter mais saúde, mais educação e melhor justiça”. No entanto, “faltou uma palavra para o desespero que vemos nestes dias no acesso à saúde ou sobre o aumento do custo de vida”, lamentou a candidata presidencial.
Se o Presidente “preferiu olhar para o Portugal de há 125 anos através de Eça de Queirós”, Catarina contrapôs que “precisamos de olhar para o futuro, fazer diferente”, recorrendo igualmente às palavras de Eça quando escreveu que “o pessimismo é excelente para os inertes”. Assim, “nós precisamos mesmo de agir”, insistiu.
Lembrando que nesta passagem de ano “voltámos a ter urgências fechadas e tanta gente tem dificuldade em chegar ao fim do mês com o salário que não chega”, Catarina Martins entende que “o momento exige esperança para reinventar o nosso país e assim podermos ter um melhor futuro”.