Precários criticam “silêncio” do governo sobre bloqueios ao PREVPAP

10 de maio 2018 - 17:53

Enquanto o INE dá conta do ligeiro aumento da precariedade laboral, a plataforma Precários do Estado exige ao governo que “quebre o silêncio” acerca dos problemas em torno da regularização de vínculos.

PARTILHAR
Precários do Estado na manifestaão do 1º de Maio da CGTP em Lisboa. Foto André Beja.

No primeiro trimestre de 2018, 21.7% dos empregos por conta de outrém tinham vínculo precário, apontam os dados do Instituto Nacional de Estatística agora revelados. Este número representa uma ligeira subida face aos 21.2% registados no mesmo período do ano passado.

No que diz respeito à regularização dos vínculos precários dos trabalhadores do Estado, a execução do programa PREVPAP continua a levantar críticas por parte destes trabalhadores.

Em comunicado, a plataforma Precários do Estado responsabiliza o governo por “todos os problemas na aplicação do programa” e espera uma resposta do ministro Vieira da Silva ao pedido de reunião urgente enviado no início de abril. “Passado um mês, todos os problemas se mantêm. Ou seja, a situação é ainda pior, porque o tempo agrava os efeitos de todos os problemas e as suas consequências para os trabalhadores”, aponta a plataforma.

Os Precários do Estado registam o “silêncio” do governo relativamente ao atraso na execução do programa, à falta de transparência dos números, dos critérios de avaliação e do bloqueio da consulta de processos, mas também sobre as “sucessivas tentativas de boicote ao programa por parte dos dirigentes de diversos sectores, como é o caso gritante da Ciência e Ensino Superior”.

A plataforma aponta ainda o dedo a outros problemas no PREVPAP, como as “inaceitáveis tentativas de exclusão de alguns tipos de vínculos (como as falsas bolsas, os falsos estágios ou o falso outsourcing) e sectores profissionais (como uma grande parte dos formadores do IEFP ou das amas da Segurança Social)”, bem como a “muito tímida aplicação do programa de regularização nas autarquias e sector empresarial do estado, onde se encontra uma parte muito significativa das situações a regularizar”.

“O Governo tem responsabilidade direta em todos os problemas na aplicação do programa e tem também o dever de os resolver. E por isso exigimos ao Governo que quebre o silêncio de uma vez”, conclui o comunicado.

 

Termos relacionados: Sociedade