Catarina Martins: “Com precariedade não há democracia”

01 de maio 2018 - 16:32

Na manifestação do 1º de Maio, em Lisboa, a coordenadora do Bloco defendeu que a precariedade no setor privado é “uma calamidade que tem que ser combatida” e que o processo de integração dos precários do Estado “tem que acelerar”.

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Arménio Carlos, secretário geral da CGTP, Catarina Martins, coordenadora nacional do Bloco de Esquerda e Isabel Pires, deputada do Bloco na manifestação do 1º de Maio, em Lisboa. Fotografia de arquivo de Mário Cruz/Lusa.

Catarina Martins marcou presença, esta terça-feira, na manifestação do 1º de Maio, promovida pela CGTP, em Lisboa. Ao cumprimentar o secretário-geral da central sindical organizadora, a coordenadora bloquista referiu que se tratava de um “grande dia luta”.

Arménio Carlos, por seu turno, expressou a sua vontade de que seja reforçada a “dinâmica” de “aprofundamento da reposição de direitos e rendimentos”. Catarina Martins retorquiu que “se a economia está melhor, tem que ficar melhor para quem trabalha”.

Em declarações aos jornalistas, Catarina sublinhou que Portugal é “um país muito desigual e com salários muito baixos”, sendo por isso necessário aumentá-los e valorizá-los, conforme reivindica a CGTP neste 1º de Maio.  

“E, seguramente, junta-se a esta luta a luta contra a precariedade e a concretização das alterações legislativas que permitem combater a precariedade tanto no público como no privado. Com precariedade não há democracia, não há valorização salarial”, explicou Catarina Martins.

“Portugal é o país com mais prevalência de contratos a prazo de toda a União Europeia. É uma verdadeira vergonha, uma calamidade. No setor privado a precariedade tem que ser combatida e, simultaneamente, temos em curso o Processo de Regularização de Precários da Administração Pública (PREVPAP), que está atrasado, que tem que acelerar, e deve permitir a todas as pessoas que ocupam um posto de trabalho permanente ter a sua vinculação”, concluiu.