A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), que convoca a greve, afirmou à agência Lusa que tem a expetativa de que "milhares de trabalhadores do setor da grande distribuição adiram à greve e participem nas manifestações e concentrações que a CGTP promove por todo o país para assinalar o Dia do Trabalhador".
“Espero que os trabalhadores da grande distribuição aproveitem o pré-aviso de greve que emitimos sempre nesta data e marquem presença, manifestando na rua os motivos do seu protesto”, afirmou Isabel Camarinha.
Nos últimos anos, o CESP tem emitido sempre um pré-aviso de greve para 1 de maio, para permitir aos trabalhadores do setor a comemoração do Dia do Trabalhador, data para a qual reivindicam o direito ao gozo deste feriado celebrado internacionalmente.
Este ano, a paralisação desta terça-feira culmina uma série de ações de luta no setor da distribuição, que incluiu greve, concentrações e plenários dos trabalhadores do grupo Sonae, do Pingo Doce, Auchan, Aldi, Lidl, Minipreço e Fnac.
A coragem dos trabalhadores do #Lidl mostra a importância do 1º de Maio. 8 anos sem atualização de salários. Ambiente de bullying e repressão. #DiaDoTrabalhador pic.twitter.com/3QuqFcvJHr
— Catarina Martins (@catarina_mart) 1 de maio de 2018
Na base do conflito está a falta de resposta das empresas de distribuição ao caderno reivindicativo apresentado pelos representantes dos trabalhadores, que prevê, nomeadamente, aumentos salariais para todos os funcionários e o fim da desregulação dos horários de trabalho.
De acordo com Isabel Camarinha, os trabalhadores do setor da distribuição pretendem a revisão do contrato coletivo de trabalho, sem redução do valor pago pelo trabalho suplementar, trabalho em dia feriado e sem banco de horas, bem como o aumento dos salários de todos os trabalhadores.
Os trabalhadores reivindicam ainda a equiparação da carreira profissional dos operadores de armazém à carreira dos operadores de loja, com a respetiva equiparação salarial.