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Portugal só acolheu 0,1% dos refugiados na UE. Bloco quer que país faça “muito melhor”

No Dia do Refugiado, Catarina Martins alertou que Portugal está a falhar no acolhimento e defendeu que se aprenda com o que de melhor se fez no acolhimento aos refugiados afegãos e a quem foge da guerra da Ucrânia.
Catarina Martins - Foto de Miguel A. Lopes (arquivo)
Catarina Martins - Foto de Miguel A. Lopes (arquivo)

“Portugal não tem feito a sua parte no acolhimento de refugiados”, afirmou Catarina Martins, criticando a lentidão no acolhimento e apontando que “negamos aulas de português, negamos legalização dos mais variados documentos”, situações que acabam por empurrar “famílias que procuram Portugal para outros países da Europa”.

Neste Dia do Refugiado, 20 de junho, a coordenadora do Bloco de Esquerda reuniu com um refugiado afegão que presta ajuda a outras pessoas que chegaram a Portugal em circunstâncias semelhantes, Hamed Hamdard, e com representantes de organizações de acolhimento, Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS – Jesuit Refugee Service) e `Humans Before Borders´ (Miguel Duarte).

Pensamos que “o nosso país pode fazer muito melhor”, defendeu a coordenadora bloquista, propondo que se aprenda com o que de melhor se fez tanto “no acolhimento dos refugiados do Afeganistão”, corredores humanitários, “como no acolhimento de quem foge da guerra da Ucrânia”, rapidez na autorização da sua residência, “para criarmos um processo expedito no acolhimento de refugiados, que possa dar às pessoas a perspetiva de que o país que as acolheu é o país que acolherá. E onde podem reconstruir a sua vida”.

Catarina Martins questionou também o Governo sobre a promessa feita há cerca de dois anos de acolhimento de 500 menores refugiados na Grécia, no campo de Moria, que chegaram sem acolhimento. A coordenadora bloquista apontou que até hoje o país recebeu “apenas metade dos menores que prometeu acolher”, alertou que “não sabemos o que aconteceu a estas crianças” e avisou que muitas das que chegaram “estão a deparar-se com problemas diversos”, como, por exemplo, a inconsistência dos apoios da Segurança Social destinados à habitação para os menores refugiados. Sobre esses apoios da Segurança Social, criticou: “Há meses em que chegam, há meses em que não chegam, há meses em que chega um valor abaixo. Enfim, há uma incerteza total”.

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