"No dia 1 de Janeiro o trabalhador vai saber que o salário vai baixar, o imposto aumentar e em todas as decisões está a assinatura de José Sócrates, com Passos Coelho e Cavaco Silva. Esses salvadores são a causa da desgraça do país, quanto mais nos salvam, mais afundam o país. A nossa resposta é salvem-nos dos nosso salvadores", declarou Francisco Louçã num comício do Bloco de Esquerda na Baixa da Banheira, depois de a propósito das afirmações de Luís Amado, José Sócrates e Paulo Portas referir “que agora estão preocupados com a pátria e [dizem] que é preciso um governo de salvação nacional".
No comício, realizado neste domingo, intervieram também os deputados Mariana Aiveca e Jorge Costa e o vereador do Bloco na Câmara da Moita, Joaquim Raminhos.
O coordenador da comissão política do Bloco lembrou também que os bancos portugueses compraram 350 milhões de euros em títulos da divida pública, mas que agora vão cobrar um juro de sete por cento e salientou: "Emprestaram 350 milhões e daqui a 10 anos vão pedir o pagamento de 700 milhões. Portugal está a ser roubado pela banca portuguesa".
Francisco Louçã criticou também Cavaco Silva, realçando que “na Groundforce há 336 trabalhadores que foram despedidos por e-mail e o homem que os despediu está sentado a seu lado na orientação da sua campanha".
Por fim, o dirigente do Bloco apelou à participação de todos na Greve Geral de 24 de Novembro, destacando o exemplo dos trabalhadores da Autoeuropa:
"Foram talvez a única grande fábrica em Portugal que venceu na defesa do salário, do emprego e dos seus direitos e os trabalhadores da Autoeuropa, fortes dessa vitória, lançaram um apelo ao mundo do trabalho de todo o país: façam greve".