A greve desta sexta-feira dos trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) é total desde as 0h. Jorge Costa, do Sindicato Nacional dos Motoristas, disse à agência Lusa que não circula nenhum autocarro e que os serviços mínimos decretados "só deverão sair quando estiveram garantidas as condições de segurança, nomeadamente na rua".
Com a greve de 24 horas, os trabalhadores da STCP protestam contra "mais roubos salariais", fruto da "pesada e diferenciada carga fiscal".
Segundo a Comissão de Trabalhadores, o Orçamento do Estado deste ano afetará os trabalhadores "de forma redobrada perante todos os demais", porque "elimina direitos livremente negociados de boa-fé entre os conselhos de administração e os representantes dos trabalhadores".
Explica a CT que "a entrega da operação das linhas da STCP à concessão privada, o congelamento de admissões para a função de motorista, o pagamento em duodécimos do subsídio de Natal, a pesada e diferenciada carga fiscal de que serão objeto a que acresce a taxa suplementar, a retirada do título de transporte para cônjuges e filhos", bem como "a ex-trabalhadores e reformados", constituem "um claro roubo na massa salarial".
Por outro lado, diz a CT, o facto de a administração não incluir representantes dos trabalhadores na reestruturação da empresa "é um indicador claro de que os interesses da STCP não estão a ser devidamente salvaguardados". E sublinha: "Os direitos dos trabalhadores não estão à venda ao desbarato a qualquer operador privado".
O dirigente sindical Jorge Costa disse que "estamos a sensibilizar os colegas, principalmente os mais novos e com contratos precários para que adiram a este protesto, e temos conseguido".
Na estação de Francos, dois autocarros com pneus vazios estavam cerca das 7h a bloquear os portões.