O Instituto Instituto Politécnico do Porto comunicou a suspensão preventiva, por um período de três meses, de três professores da instituição, os quais enfrentarão processos disciplinares. Contra eles havia queixas de assédio de várias alunas. Dois são acusados de assédio sexual, o outro de assédio moral.
A notícia é avançada pelo Público que esclarece que as denúncias são recentes e “foram encaminhadas para a direção da instituição de ensino superior pelo Provedor do Estudante, depois de ter recebido indicações de queixas que tinham chegado através do Núcleo Contra o Assédio da Escola Superior de Educação, formado por alunos”.
A presidência do Politécnico do Porto não identifica os visados e responde àquele jornal que a suspensão tem “tendo em vista a salvaguarda e integridade de todo o processo, bem como a salvaguarda das alegadas vítimas” e que se “contínua a envidar todos os esforços para identificar situações que possam envolver mais casos de assédio”.
Diz-se que os processos têm “natureza secreta” mas sabe-se tratar-se, nos casos de assédio sexual, de dois professores de cursos de Desporto, um dos quais foi “nomeado pró-presidente do Politécnico do Porto em Abril do ano passado”. As alunas queixam-se de toques inapropriados com a desculpa de serem para ensinar a fazer exercícios. O outro caso diz respeito a um docente que integra um centro de investigação da Escola Superior de Educação e apenas se refere que as denúncias são “de assédio moral em contexto de sala de aula e trabalho académico”.
Estas denúncias começaram a surgir depois de, há alguns meses, os alunos terem criado um Núcleo Contra o Assédio. Ao diário, a presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Educação, Ana Fonseca, descreve que se foram sucedendo denúncias. E o Provedor do Estudante, Eduardo Albuquerque, elogia o trabalho realizado: “Deram o peito às balas. Eu ouvi e participei os casos.”