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Politécnico do Porto reintegra trabalhadores de cantinas e bares

19 trabalhadoras e trabalhadores dos bares e cantinas alcançaram uma grande vitória ao serem reintegrados pelos Serviços de Ação Social do Instituto Politécnico do Porto. A sua luta durava desde dezembro de 2020.
Trabalhadores das cantinas e bares do IPP alcançam importante vitória, depois de 11 meses de luta - Foto da CGTP
Trabalhadores das cantinas e bares do IPP alcançam importante vitória, depois de 11 meses de luta - Foto da CGTP

Estes trabalhadores dos bares e cantinas do IPP pertenciam à empresa Statusvoga, que ganhara a concessão dessas cantinas e bares. Em dezembro de 2020, a empresa não pagou os salários nem os subsídios de Natal desse ano, situação que se prolongou nos meses seguintes até 1 de abril de 2021, quando a Statusvoga rescindiu o contrato com o IPP.

Os trabalhadores, apoiados pelo seu sindicato da Hotelaria do Porto, lutaram durantes meses pelo pagamento de salários e subsídios de Natal, desde dezembro de 2020. Acabariam por conseguir que a Statusvoga lhes pagasse os salários e subsídios em atraso.

Segundo comunicado do sindicato, “para obterem o pagamento destes salários, foi fundamental a luta realizada junto da segurança social e autoridade tributária para que o processo de apoio requerido pela empresa fosse deferido, depois de esta ter regularizado a sua situação com o Estado”.

A partir de 1 de abril de 2021, com a rescisão da Statusvoga, os trabalhadores passaram a lutar pela reintegração nos Serviços de Ação Social do Instituto Politécnico do Porto (SAS/IPP) e pelo pagamento dos salários dos meses seguintes, abril, maio e junho, que também não eram pagos. Um novo concessionário encontrado pelo IPP responsabilizou-se pelas cantinas, mas abandonou-as logo, por não existirem condições para funcionar.

O sindicato refere que o Politécnico não reintegrou os trabalhadores como devia nem lhes pagou o salário, pelo que os trabalhadores tiveram de suspender os contratos de trabalho e “tiveram de lutar junto da segurança social para que esta entidade deferisse o respetivo apoio”.

A luta prosseguiu até ao mês de outubro. Numa manifestação, em 20 de outubro, uma trabalhadora denunciava a situação ao JN: “Temos contas para pagar. Tenho dois filhos menores”.

Na passada quinta-feira, 28 de outubro, os SAS/IPP chamaram os 19 trabalhadores das cantinas e bares para lhes comunicar a sua reintegração nos seus postos e locais de trabalho a partir do dia 2 de novembro, refere o sindicato.

Agora, tendo conseguido a grande vitória da reintegração, trabalhadoras e trabalhadores têm ainda uma luta a travar, salienta o sindicato da hotelaria do Porto, apontando que falta “receberem os salários de abril, maio e parte do mês de junho, que o SAS/IPP, inexplicavelmente, recusa pagar, empurrando os trabalhadores para os tribunais, sabendo, como sabe, que vai ter de os pagar”.

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