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Polícia israelita usa e abusa do software de espionagem aos telemóveis

Figuras públicas, jornalistas, ativistas, membros da comitiva do ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, autarcas e executivos figuram entre os alvos das escutas ilegais com o software Pegasus.
Imagem Wikimedia.

Na semana passada, os media israelitas revelaram que recaem sobre a polícia israelita suspeitas de escutas ilegais ao telefone de uma testemunha-chave no julgamento de Benjamin Netanyahu. Entretanto, esta segunda-feira, o diário económico Calcalist, citado pelo Expresso, escreve que a utilização do programa Pegasus, do NSO Group, na recolha de informações, sem autorização judicial, se banalizou. Avner Netanyahu, filho do ex-primeiro-ministro consta da lista de alvos, mas a sua utilização foi alargada a vários setores da sociedade israelita.

“Desde diretores de gabinetes de ministérios a jornalistas e empresários: a infeção do Pegasus afetou todos, passando por ativistas de direitos dos deficientes e dos direitos dos etíopes, a executivos de grandes empresas, presidentes de câmaras e pessoas próximas do primeiro-ministro”, aponta o diário.

O atual primeiro-ministro israelita já reagiu à notícia. Em comunicado, Naftali Bennett foi perentório: “Não deixaremos isto sem resposta. Os presumíveis factos são muito graves”. No entanto, o governante não deixou de sublinhar a importância do Pegasus enquanto ferramenta “importante na luta contra o terrorismo”.

Por sua vez, o comandante da polícia israelita, Yaakov Shabtaï, comunicou ter solicitado ao ministro da Segurança Pública, Omer Bar-Lev, que avançasse com uma investigação externa e independente para “restaurar a confiança do público” e “regulamentar o uso da tecnologia pela polícia”.

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