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Plano de Recuperação: Portugal na cauda do investimento ambiental

Numa comparação entre 14 dos 28 Planos de Recuperação e Resiliência entregues pelos países a Bruxelas, o documento português é o que menos vai apostar na transição verde.
Ursula von der Leyen e António Costa
Ursula von der Leyen e António Costa. Foto Conselho Europeu.

Um estudo do instituto Bruegel sobre o destino das verbas europeias destinadas à recuperação económica, citado pelo Público, analisou os 14 planos já entregues a Bruxelas e fez as contas ao peso da transição ambiental nos investimentos previstos pelos vários países.

Nessa tabela, Portugal surge no último lugar, com menos de um quarto dos 16.6 mil milhões de euros do Plano (24.4%) a serem destinados a esta área. O penúltimo lugar pertence à Eslováquia, a mais de 10 pontos percentuais de distância (35%). A Dinamarca destaca-se no topo da lista, com 91.9%, seguida pela Bélgica (60.2%) e Polónia (57.3%) na lista de países que mais irão investir na transição climática com as verbas do “Next Generation EU”.

Trata-se de uma análise preliminar e condicionada pelo facto de cada país apresentar diferentes categorias de investimento, pelo que o think tank alerta para a falta de transparência destes dados.

A Comissão Europeia exige um mínimo de 37% de despesa com a transição ambiental e Portugal anunciou que vai destinar 6.3 dos 16.6 mil milhões a esta área. Mas há investimento que se sobrepõe a outras áreas, o que resulta, nas contas do Bruegel, no menor peso real do ambiente no plano português.

No sentido inverso, o estudo diz que o plano português é dos mais ambiciosos na área da saúde e resiliência, com 24.7% do total do investimento previsto. A transformação digital deverá absorver 9.4% das verbas.

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