Segundo o “Diário Económico”, a Centromarca (associação de empresas de produtos de marca) diz que há indícios de que o Pingo Doce está a tentar repercutir os custos da campanha de promoção do passado dia 1º de Maio nos fornecedores. Beatriz Imperatori, diretora geral da Centromarca, disse ao jornal: “Se vier a ser provada, é uma situação de abuso de posição dominante que deve ser investigada pelas autoridades competentes”.
O jornal refere também que diversas fontes do sector das bebidas - em que se incluem sumos, águas, vinhos, refrigerantes e bebidas espirituosas - confirmam que “a promoção, decidida de forma unilateral pelo Pingo Doce, será paga pelos fornecedores”.
A declaração da fonte oficial do grupo Jerónimo Martins, apesar de negar a denúncia, acaba por indiretamente a admitir. O grupo diz que não está “a repercutir o investimento que fizemos na ação do 1º de Maio nos fornecedores”, mas destaca que “trabalha com mais de dois mil fornecedores e alguns estão alinhados com o reforço de competitividade que o Pingo Doce está a fazer”.
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