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Petição em defesa da Linha do Douro será entregue no parlamento

A Liga dos Amigos do Douro Património Mundial e a Fundação Museu do Douro lançaram em junho uma petição pública que reclama a completa requalificação e reabertura da Linha do Douro. Com 13.500 assinaturas, será entregue no parlamento no próximo dia 9.

O objetivo inicial era recolher as quatro mil assinaturas necessárias para que o abaixo-assinado pudesse ser discutido no parlamento. Largamente ultrapassado, o documento será entregue na Assembleia da República na próxima quinta-feira.

Os promotores da petição defendem “a relevância da Linha do Douro no quadro dos atributos que levaram à classificação do ADV [Alto Douro Vinhateiro] como Património Mundial pela UNESCO [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura] e a importância que este projeto tem para o desenvolvimento endógeno do Alto Douro Vinhateiro”.

Em comunicado, António Marquez Filipe, presidente da Liga dos Amigos do Douro Património Mundial (LADPM), afirmou que “Inquestionavelmente, o resultado obtido superou as nossas expectativas e demonstra, de uma forma inequívoca e clara, a vontade das populações e associações locais e seus representantes políticos de que este investimento público seja realizado, a curto prazo”.

Indo a petição a debate, o mesmo dirigente afirmou que “Pedimos que a questão seja agora aprofundadamente estudada, pelos políticos e especialistas de Portugal e de Espanha, em conjunto com as autoridades de Bruxelas, no quadro de uma nova exigência, quer em termos da necessidade de potenciamento do desenvolvimento económico e social da região do Douro, e particularmente do turismo sustentável e de qualidade, quer em termos de darmos uma resposta concreta aos desafios e constrangimentos no domínio ambiental, particularmente na minimização da pegada de carbono no transporte de pessoas e bens”.

Assim, a petição pede aos deputados que ponderem e promovam um investimento na reabertura requalificação e modernização de toda a Linha do Douro, até Barca d'Alva, e ainda que seja assegurado o investimento na ligação entre Barca d'Alva e La Fuente de San Esteban, na província de Salamanca.

Recorde-se que a decisão da desafetação da linha do Douro entre Pocinho e Barca d’Alva foi tomada pelo governo de Cavaco Silva em 1988, quando a estratégia nacional era a promoção das autoestradas e a ferrovia foi perdendo linhas e estações, até ao traçado que hoje se conhece.

Já no fim de 2016, as distritais do Bloco do Porto, Vila Real e Bragança alertavam para o facto de nenhum dos planos de modernização do Douro ter sido cumprido, sublinhando que aquela ligação ferroviária tinha sido abandonada pelas sucessivas administrações da CP.

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