O Pentágono anunciou a aplicação de uma estratégia para considerar o ciberespaço como um “domínio operacional”no qual “forças treinadas” se defendem contra ataques. Trata-se, como em qualquer teatro de guerra oficial norte-americano, de uma “estratégia defensiva” contra "objectivos hostis".
A novidade foi anunciada pelo secretário adjunto da Desa, William Lynn, na Universidade Nacional de Defesa, em Fort McNair. O membro da administração Obama explicou que o Pentágono “queria evitar militarizar” o ciberespaço mas viu-se forçado a proteger as “redes estratégicas” por uma questão efectiva de defesa e devido a “ameaças de retaliação”.
“A nossa capacidade para identificar e responder a graves ciber-ataques é apenas parte da estratégia”, disse Lynn. O objectivo global da estratégia, prosseguiu, “é impedir o êxito dos ataques”.
O secretário de Estado adjunto explicou que como parte da nova estratégia o Pentágono irá aplicar novos conceitos operacionais e capacidades nas suas redes tais somo sensores, software e assinaturas para detectar e travar “ataques maliciosos antes que afectem operações norte-americanas”.
“Muito mais do que militarizar o ciberespaço, a nossa estratégia de segurança de redes tem como objectivo dissuadir actores militares de usarem o ciberespaço com objectivos hostis”, afirmou Lynn. Esta explicação baseia-se nos mesmos objectivos têm conduzido os Estados Unidos a tentar militarizar o espaço desde a administração Reagan e da “guerra das estrelas”nos anos oitenta.
Segundo William Lynn “a nossa responsabilidade é conhecer esse novo ambiente e adaptar-lhe os nossos instrumentos de segurança”, e para isso nasceu a designada “DOD Cyber Strategy”
Artigo publicado no portal do Bloco de Esquerda no Parlamento Europeu