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Pensões vitalícias já pesam 30 milhões nas contas do grupo Montepio

13 de maio 2025 - 12:41

Há 65 atuais e antigos gestores do grupo Montepio a receber uma pensão vitalícia para a qual não contribuíram. A regra é antiga, mas entretanto aumentaram tanto as remunerações como o número de beneficiários.

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Foto de Paulete Matos

A edição desta segunda-feira do jornal Público dá a conhecer uma prática antiga no Montepio que entretanto viu o seu peso aumentar nas contas do grupo que tem passado por dificuldades. Trata-se de um bónus na forma de pensão vitalícia atribuído aos gestores, correspondendo a 5% da última remuneração bruta por cada ano de trabalho.

A regra foi criada há mais de quatro décadas, quando os cinco executivos do grupo eram em geral personalidades já reformadas vindas do Banco de Portugal ou outras entidades públicas, passando a gerir a associação mutualista e a Caixa Económica Montepio Geral, da qual não recebiam salário.

Mas entretanto as suas administrações passaram a ser autónomas, aumentando bastante o número de gestores beneficiários desta pensão. E as remunerações passaram a ser alinhadas com as praticadas no setor da banca, o que fez disparar o valor da pensão vitalícia. Hoje calcula-se que a responsabilidade dos fundos de pensões com os atuais 65 beneficiários ascenda a cerca de 30 milhões de euros, suportados pelos membros da associação mutualista.

Sem nunca terem contribuído para a formação desta pensão vitalícia que ascende a milhares de euros e é paga 14 vezes por ano, estes beneficiários acumulam-na com outras pensões a que tenham direito por funções desempenhadas noutras instituições. Ao contrário do que se passa por exemplo na Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, onde não existem estes benefícios aos antigos gestores.