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Passos recebido com protestos na Faculdade de Direito de Lisboa

O primeiro-ministro continua a ser alvo de protestos por onde passa e a deslocação a uma conferência da JSD na Universidade de Lisboa não foi exceção. No dia anterior tinha sido o secretário de Estado Marco António Costa a ser "grandolado" na Universidade do Minho.
Imagens televisivas da passagem atribulada de Passos Coelho pela Faculdade de Direito de Lisboa.

O protesto recebeu Passos Coelho com um elemento original. Os estudantes presentes no acesso à sala estavam munidos de faixas negras e de repente empunharam um coelho morto enforcado numa forca de madeira. Ao depararem-se com o insólito protesto, os seguranças de Passos Coelho tentaram fazer os estudantes baixar a forca, mas desistiram quando se aperceberam que estavam a ser filmados. Ao contrário do que aconteceu no ISCSP em 2012, a segurança do primeiro-ministro desta vez não agrediu nenhum jornalista.

A Grândola Vila Morena também foi ouvida nos corredores da Faculdade de Direito de Lisboa à passagem de Passos Coelho, que discursou na conferência entretanto fechada pelos seguranças. Cá fora, os estudantes continuaram a entoar slogans contra as propinas e pela demissão do Governo.

À saída da conferência, a viagem de Passos até ao exterior da Faculdade foi semelhante à do ministro Miguel Relvas no ISCTE há poucos dias. Rodeado por vários seguranças e elementos da organização, o primeiro-ministro percorreu os escassos metros desde a porta do auditório até à rua sob um coro de vaias e protestos afirmando que "está na hora do Governo se ir embora".

Marco António ainda não é ministro, mas já foi "grandolado"

O secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Marco António Costa, também viu a sua passagem por uma universidade a ser marcada pelos protestos que antecedem a manifestação de 2 de março pela demissão do Governo. Na terça-feira, o governante deslocou-se à Universidade do Minho para intervir numa sessão a assinalar os 125 anos do Jornal de Notícias. 

Quando o governante iniciava a sua intervenção, um grupo de manifestantes entoou a "Grândola, Vila Morena", concluindo com a palavra de ordem "a luta continua, Governo para a rua".

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