Passos diz que não se demite e quer esclarecer apoio do CDS

02 de julho 2013 - 20:53

Primeiro-ministro diz ter ficado surpreendido com a demissão de Portas e afirma que não a aceita, considerando-a precipitada e afirmando que quaisquer que sejam as divergências, elas serão ultrapassadas.

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Foto de Yoan Valat/EPA

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, fez uma comunicação ao país em que se disse surpreendido pela demissão do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. A sua versão dos acontecimentos é que Portas não se opôs à nomeação de Maria Luís Albuqerque para o Ministério das Finanças e até indicou o nome de um Secretário de Estado.

Acenando com o fantasma do instabilidade e do colapso, Passos disse que seria precipitado aceitar o pedido de demissão, argumentando que “momentos definidores apelam à serenidade” e que “lucidez não é insensibilidade”.

Assim, o primeiro-ministro disse que ia dedicar as próximas horas a esclarecer as condições de apoio político dos partidos que apoiam o governo e em conjunto esclarecer o pedido de demissão de Portas no contexto o mais amplo possível. “Sejam quais forem as divergências, saberemos ultrapassá-las”, disse o líder do PSD, desejando um rápido regresso à estabilidade e à confiança.

Portas, entretanto, convocou uma reunião de emergência da direção do CDS para tomar decisões em relação à manutenção dos ministros do partido e em que modalidades.  Recorde-se que Portas afirmou claramente que a sua decisão de se demitir era "irrevogável" e que nem Assunção Cristas nem Mota Soares estiveram presentes na cerimónia de tomada de posse da ministra das Finanças.