“O que nós queremos é que o Estado, que ainda não fez austeridade, a possa fazer", afirmou Pedro Passos Coelho, esta terça-feira, no final do encontro com cabeças-de-lista do PSD. Ainda de acordo com o líder social-democrata, o pedido de ajuda externo “devia ter sido feito há muito mais tempo”.
Tendo como pano de fundo o slogan “Está na Hora de Mudar”, Passos Coelho propôs, contudo, o seu inverso, defendendo a continuação das medidas de austeridade do Governo, ou seja, os vários PEC's. Recorde-se que o PEC 4 foi recusado pelos sociais-democratas, não por ser demasiado austero, mas antes porque, tal como afirmou na altura Passos Coelho, “as medidas não chegavam onde eram preciso”. Agora o PSD admite que o seu programa irá na mesma linha de austeridade do Governo e do FMI.
“A Direita já está no poder”
As medidas propostas nos vários PEC's levaram o Bloco a afirmar que a “Direita já está no poder” e a defender que a “única forma de reerguer a economia é combater a recessão, através de uma política de promoção de emprego".
O programa defendido pelo PS e PSD para a solucionar a crise económica deverá agora ser o mesmo proposto pelo FMI. A saber, cortes nas pensões e nos apoios sociais, aumentos nas tarifas dos transportes públicos, aumento do IVA, aumentos nos preços dos medicamentos, redução do subsídio de desemprego, privatização dos CTT e da REN e cortes no Serviço Nacional de Saúde.