Na entrevista, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse que se não tivesse feito um acordo com o governo para reduzir o défice, "Portugal estaria nesta altura na bancarrota". Passos Coelho informou que decidiu "em menos de 24 horas" acordar um conjunto de medidas para que o governo garantisse externamente que Portugal conseguiria cumprir o seu compromisso de redução do défice orçamental.
Para José Manuel Pureza, Passos Coelho, ainda que não formalmente, está no exercício das funções de vice-primeiro-ministro, e "procurou legitimar as políticas que o governo vai pôr em prática".
O deputado bloquista disse ainda que Passos Coelho fez um "esforço grande" para se demarcar de um "acordo de governo" com o PS, mas o que há é um entendimento "não de governo mas de governação" com o Executivo: "Aquilo que vai ser a governação do país nas questões mais importantes é aquilo que foi decidido pelo engenheiro Sócrates e o dr. Passos Coelho. São os dois rostos da mesma governação", disse à agência Lusa.
Pelo PS, a deputada Ana Catarina Mendes mostrou-se satisfeita com a entrevista do líder do PSD. "Eu creio que o Dr. Passos Coelho percebeu e voltou a sublinhar nesta entrevista que o momento é um momento excepcional e exige um compromisso de todos e sobretudo um compromisso para que o Governo consiga garantir a credibilidade financeira nos mercados internacionais, mas também o crescimento da nossa economia e uma melhor vida para os nossos cidadãos", disse.