Na Câmara dos Representantes, 422 das 435 cadeiras estão já definidas, tendo os republicanos garantido 239 assentos, superando os 50%. Os republicanos recuperaram o maior número de cadeiras desde 1948.
John Boehner, que será o provável próximo líder da maioria republicana, defendeu que os americanos exigiram hoje uma "mudança de rumo" à administração Obama.
Democratas mantêm maioria no Senado
Os democratas já asseguraram 51 lugares no Senado, face a 47 republicanos.
O lugar do actual líder democrata do Senado, o senador pelo Nevada, Harry Reid, manteve-se, tendo este superado a campanha de Sharron Angle, do Tea Party. O Illinois, que pertenceu a Barack Obama, passou para o lado dos republicanos. A manutenção dos lugares de Barbara Boxer na Califórnia, Ron Wyden no Oregon e Daniel Inouye no Hawaii foi fundamental para os democratas.
O Tea Party, movimento populista de extrema-direita, viu as suas candidatas derrotadas no Nevada e Delaware, mas elegeu Marco Rubio na Flórida e Rand Paul no Kentucky. Estes são os primeiros candidatos apoiados pelo Tea Party a assumir lugares no Senado.
Governos estaduais controlados por republicanos
Quanto às eleições para governos estaduais, com oito corridas por apurar, apenas oito dos 37 lugares de governador não eram republicanos.
Na Califórnia, o democrata Brown sucede a Arnold Schwarzenegger.
Os republicanos conquistaram pelo menos um Estado considerado crucial para as eleições presidenciais de 2012: em Ohio, John Kasich derrotou o governador democrata Ted Strickland.
No entanto, os democratas saíram vitoriosos em outros Estados importantes, como Nova York, onde Andrew Cuomo derrotou o republicano Carl Paladino.
Barack Obama vê futuro de reformas comprometido
Os próximos dois anos de mandato de Barack Obama serão mais complicados, mediante os resultados eleitorais da passada terça-feira.
Para prosseguir com as reformas anunciadas, Obama terá agora que trabalhar em conjunto com republicanos.
Boehmer já afirmou que, se Obama "respeitar a vontade do povo", o partido republicano estará "disposto a trabalhar". Obama, por sua vez, ligou a Boehner para afirmar a sua disponibilidade para "trabalhar para encontrar pontos em comum".
Os comentadores justificam os maus resultados do partido democrata com a manutenção de uma elevada taxa de desemprego, a dimensão do défice e a impopularidade das reformas da saúde e do sistema financeiro.