Na resolução aprovada por unanimidade a 24 de novembro, o Parlamento Europeu condena “veementemente os violentos incidentes ocorridos no acampamento de Gadaym Izik” e “lamenta os atentados à liberdade de imprensa e de informação”.
Os eurodeputados consideram que "as Nações Unidas seriam a instância mais adequada para realizar um inquérito internacional independente, a fim de esclarecer os acontecimentos, as mortes e os desaparecimentos" e que deve ser criado um mecanismo de acompanhamento, no âmbito da ONU, dos direitos humanos no Sahara Ocidental.
O Parlamento Europeu convida ainda a UE a “exigir ao Reino de Marrocos o cumprimento do direito internacional no que diz respeito à exploração dos recursos naturais” do Sahara Ocidental e pedem à Comissão Europeia que “garanta, através de um reforço do financiamento, a atribuição da ajuda humanitária necessária aos refugiados saharauis que vivem na região de Tindouf, cujo número é estimado entre 90 000 e 165 000, tendo em vista ajudá-los a satisfazer as suas necessidades básicas de alimentação, água, habitação e cuidados médicos, e melhorar as suas condições de vida”.
O Primeiro-ministro saharaui Taleb Omar, citado pela agência argelina APS, considera que a resolução do Parlamento Europeu (PE) "constitui uma vitória para o povo saharaui e um certificado internacional que contraria as alegações de Rabat".
A Assembleia da República portuguesa também aprovou, na semana passada, um voto conjunto sobre ataque ao acampamento saharaui pelas autoridades marroquinas.