Diamantino Lopes, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), declarou à agência Lusa: “A paralisação é total. Ainda não está na hora de toda a gente estar a trabalhar, mas no que diz respeito à área de circulação de comboios quer na central de circulações, quer nas estações e maquinistas está tudo completamente parado, o que quer dizer que não vai haver qualquer comboio”.
Devido à forte adesão à paralisação, o Metropolitano de Lisboa esteve paralisado e com as instalações encerradas, até às 11.30 horas.
O dirigente da Fectrans referiu à Lusa que os trabalhadores realizaram um plenário entre as 8.30h e as 9.30h, no qual, os trabalhadores decidiram que"as próximas greves de 5 e 7 de abril [nas próximas terça e quinta-feira] vão manter-se entre as 05.30h e as 11h".
Questionado pelos jornalistas sobre a manutenção da greve após a demissão do Governo, Diamantino Lopes disse que "os pressupostos da greve são os mesmos”, “o nosso recibo no fim do mês sofreu um novo desconto". O sindicalista da Fectrans sublinhou ainda que os trabalhadores "não estão a fazer greve pela greve", que "não dá prazer nenhum prejudicar a vida dos utentes do metropolitano", mas que continuam a querer "mostrar a indignação" e a "aguardar o feedback da administração da empresa e do Governo".