O parlamento grego aprovou por maioria a moção de confiança ao governo, após Papandreou ter abandonado a proposta de referendo. Na votação, 152 deputados do Pasok votaram a favor, assim como Louka Katseli, ex-deputada do Pasok. 2 deputadas faltaram à votação uma ex-Pasok e outra ex-Nova Democracia (partido de direita). Todos os outros partidos, assim como os restantes deputados independentes, votaram contra, num total de 145 deputados.
Papandreou comprometeu-se a reunir neste sábado com o presidente da República para procurar criar um novo governo de coligação. No entanto, o partido “Nova Democracia” já rejeitou participar num governo de coligação e exige eleições antecipadas rapidamente.
O Pasok poderá, no entanto, tentar criar um governo de coligação com o Laos, um partido ortodoxo de extrema direita, que tem 16 deputados e com a Aliança Democrática, um pequeno partido resultante de uma cisão na Nova Democracia e que tem 4 deputados. Tanto o Laos, como a Aliança Democrática não rejeitaram participar num governo de coligação com o Pasok.
A ser constituído esse governo de coligação, não está certo que Papandreou seja o chefe do executivo.
Durante o debate da moção de confiança, milhares de pessoas manifestaram-se na rua junto ao parlamento, protestando contra o governo e a política de austeridade. Tanto o KKE (Partido Comunista Grego) como a SYRIZA (Coligação de Esquerda Radical) mobilizaram para os protestos nas ruas e defenderam a realização de eleições antecipadas.