Papandreou ganha moção de confiança, mas pode deixar de ser primeiro ministro

05 de novembro 2011 - 4:14

O parlamento grego aprovou por 153 votos contra 145 a moção de confiança ao governo grego. Papandreou comprometeu-se no entanto a criar um novo governo de coligação. O maior partido de direita recusou coligações sem novas eleições, mas o Pasok poderá vir a constituir essa coligação com o partido de extrema direita - Laos.

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Manifestantes da Syriza junto ao parlamento durante o debate da moção de confiança, 4 de Novembro de 2011 – Foto de Alkis Konstantinidis/Epa/Lusa

O parlamento grego aprovou por maioria a moção de confiança ao governo, após Papandreou ter abandonado a proposta de referendo. Na votação, 152 deputados do Pasok votaram a favor, assim como Louka Katseli, ex-deputada do Pasok. 2 deputadas faltaram à votação uma ex-Pasok e outra ex-Nova Democracia (partido de direita). Todos os outros partidos, assim como os restantes deputados independentes, votaram contra, num total de 145 deputados.

Papandreou comprometeu-se a reunir neste sábado com o presidente da República para procurar criar um novo governo de coligação. No entanto, o partido “Nova Democracia” já rejeitou participar num governo de coligação e exige eleições antecipadas rapidamente.

O Pasok poderá, no entanto, tentar criar um governo de coligação com o Laos, um partido ortodoxo de extrema direita, que tem 16 deputados e com a Aliança Democrática, um pequeno partido resultante de uma cisão na Nova Democracia e que tem 4 deputados. Tanto o Laos, como a Aliança Democrática não rejeitaram participar num governo de coligação com o Pasok.

A ser constituído esse governo de coligação, não está certo que Papandreou seja o chefe do executivo.

Durante o debate da moção de confiança, milhares de pessoas manifestaram-se na rua junto ao parlamento, protestando contra o governo e a política de austeridade. Tanto o KKE (Partido Comunista Grego) como a SYRIZA (Coligação de Esquerda Radical) mobilizaram para os protestos nas ruas e defenderam a realização de eleições antecipadas.