O relatório é do Centro Abdullah Al Hourani de Estudos e Documentação para a Organização para a Libertação da Palestina e foi divulgado pela agência Safa.
Segundo o relatório, as crianças assassinadas não tinham colocado qualquer tipo de ameaça contra o exército israelita.
No mesmo período, desde o início de 2018, as forças armadas detiveram 900 crianças palestinianas na Cisjordânia e em Jerusalém, dos quais cerca de 230 continuam presos em condições desumanas. A mais recente vítima infantil tinha apenas quatro anos e era de Khan Yunis no sul de Gaza.
O Centro Palestiniano denuncia que a violação dos direitos das crianças começa desde que são detidos, não se limitando ao julgamento de crianças em tribunais militares, e salienta que estas ações de Israel violam as Convenções das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e contra a Tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes.
Desde o início do ano, mais de 310 palestinianos, quase todos civis desarmados, foram assassinados pelas forças armadas israelitas, acrescenta o relatório.
Desde final de março de 2018, decorre a Grande Marcha do Retorno na Faixa de Gaza pelo fim do bloqueio de Israel e pelo retorno dos palestinianos às suas terras, no decurso da qual há ações de protesto, em que já morreram pelo menos 230 palestinianos e mais de 23.000 ficaram feridos.